Os Karas, de Pedro Bandeira



"Não dá pra simplesmente começar a falar dos Karas, sem falar em Pedro Bandeira, O CARA! É simplesmente o autor de literatura juvenil mais vendido em nosso país, e aos 70 anos, já escreveu aproximadamente 77 livros, entre eles, a série Os Karas. Essa série é pra quem sempre pensou em reunir os amigos, combater o crime e salvar o mundo. São muitas aventuras e mistérios pelos quais passam Miguel, Crânio, Calú, Chumbinho e Magrí, os quais têm um esconderijo só deles no Colégio Elite, sem falar nos seus próprios códigos secretos." Os Narnianos

Sabe aqueles livros que marcam uma época? Os Karas fazem parte... Eram os heróis da minha pré-adolescência. Lembro quando minha professora da quinta série do ensino fundamental passou A Droga da Obediência como leitura para prova. Eu tinha 11 anos e peguei o livro na biblioteca municipal; li o primeiro parágrafo e falei que não queria mais ler. Mas meu pai disse que eu não podia saber se o livro era bom ou não só por um trecho.
Continuei a ler e me apaixonei; quando uma amiga disse que era uma série, fiquei louca até conseguir ler todos. Até criei um caderninho chamado "My Book". Eu que fiz a capa, pesquisei informações e escrevi cada detalhe. Nele, havia todas as informações (e até as imagens de cada um dos integrantes) que encontraram a baixo.
Tive a honra de conhecer o Pedro Bandeira na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Não tenho palavras para dizer o que senti e o quão maravilhoso é o autor. Sem falar que nunca vou me esquecer do que ele disse sobre o "k" dos Karas: "'K' de Karol"!

É o ator dos Karas. Especialista em disfarces e maquilagem, é ele quem prepara os amigos na hora de buscar pistas para mais um caso. Extremamente extrovertido e brincalhão, está sempre de bom-humor, dando ânimo aos Karas na hora de agir. Apesar de ser o garoto mais bonito do Colégio Elite, seu coração balança mesmo é diante de Magrí.




Afixionado por video-games e computadores, Chumbinho sente de longe o cheiro de novas aventuras. Foi justamente isso o que fez Chumbinho descobrir o grupo secreto que atuava no Colégio Elite. Mas ele não era só um menino mimado como os outros supunham: provou ser um verdadeiro Kara com sua esperteza e valentia em "A droga da obediência", e conquistando seus melhores amigos.




Como o próprio apelido sugere, Crânio é o geninho da turma. Calado e pensantivo, está sempre pelos cantos com uma gaitinha que o ajuda a solucionar mistérios e códigos, nos quais é especialista. É o campeão de xadrez e das notas da escola, mas em nome dos amigos e das aventuras, larga tudo quando o assunto é Emergência Máxima. Assim como Calú, é apaixonado pela menina dos Karas.




Até o último livro, Magrí (que recebeu esse apelido por ser “magrinha”) é quem dá a contribuição feminina para o grupo secreto. Talvez por isso tenha tanto amor pelos amigos e seu coração esteja dividido entre três dos Karas, especialmente por um deles. A melhor atleta do colégio Elite é a grande esperança da medalha olímpica para o Brasil. Apesar do jeitinho delicado e meigo, se é preciso salvar um dos amigos ou entrar em ação, Magrí vira uma verdadeira "gata", perigosa e pronta pra tudo.

Miguel não tem apelido. Foi ele quem decidiu certo dia reunir um grupo de amigos, e por brincadeira, fundar um grupo secreto no colégio onde é presidente do Grêmio Estudantil. As coisas saíram melhor do que eles esperavam e em pouco tempo já estavam em aventuras de verdade. É Miguel quem lidera os amigos, e define o próximo passo a ser dado por cada um dos Karas.




A filha do presidente dos Estados Unidos, Peggy MacDermott, nunca iria imaginar o que encontraria aqui no Brasil: aventura, ameça de sequestro, e... os Karas. Alguns resistiram, mas Peggy provou o seu espírito de Kara e se tornou a última integrante da turma. Enfrentou muitos perigos, mas no fim ainda saiu vitoriosa: ganhou também o coração de um dos companheiros.



O detetive Andrade não é um Kara, e está muito velho pra isso. No início, até Miguel achou Andrade um cara suspeito e nada confiável. Mas o gordo e simpático detetive estava apenas preocupado em não deixar que eles se envolvessem em enrascadas e acabou se tornou uma espécie de "paizão" dos Karas, e está sempre pronto a dar uma mãozinha para os amigos.




Códigos
Emergência Máxima: O famoso "K" na mão esquerda serve como uma espécie de alerta para que os Karas se reúnam imediatamente em seu esconderijo: algo de muito importante ou perigoso aconteceu, e um provável trabalho espera pela ação da turma.  

Código Vermelho: Possivelmente o código mais usado pelo grupo, o código vermelho é tão fácil que eles o usam até durante uma conversa. Pode-se escrever qualquer coisa nesse código, substituindo as vogais de cada palavra da seguinte forma: "A" por "AIS"; "E" por "ENTER"; "I" por "INIS"; "O"  por "OMBER" e "U" por "UFTER". Exemplo: A palavra "DROGA" vira DRomberGais.

Código "TENIS-POLAR": Quando se deseja passar uma mensagem que só um dos Karas possa entender, usa-se o Código "TENIS-POLAR" . O código é muito simples: basta escrever a palavra "POLAR" logo abaixo de "TENIS", de modo que cada letra de "TENIS" fique acima de cada letra da palavra "POLAR". Então, para escrever uma palavra secreta, basta uma letra pela outra do seguinte modo: se houver um "T" substitui-se por "P", pois esta é sua letra correspondente. Da mesma forma, o "P" é substituído por "T", assim como "E" por "O" e "O por "E", e assim por diante. Em muitos casos, pode-se até combinar o código "TENIS-POLAR" com o Código Vermelho se a mensagem for muito importante. Exemplo: "P E D R O" vira "T O D S E". 

Código Morse: O conhecidíssimo código Morse foi muito usado por espiões em guerras e trabalhos de espionagem, sem falar nos telegrafistas. A importância do código está no fato de se poder usá-lo através de batidas, clarões, ou até por escrito. É claro que não há limite para a criatividade dos Karas: eles usam e abusam do Código Morse, comunicando-se no escuro imitando o pio de uma coruja (Código-Coruja) ou no meio da multidão sem que ninguém note, através de apertões longos e curtos: Código Morse-Apertão). 

No código Morse tudo não passa de uma combinação de pontos e traços ou batidas longas e curtas: (a). _   (b ) _ . . .   (c ) _ . _ .   (d ) _ . .   (e ) .  (f ) . . _ .   (g ) _ _ .   (h ) . . . .       ( i ) . .   ( j ) .  _ _ _ (k ) _ . _   ( l ) . _ . .   (m) _ _   (n) _ .   (o) _ _ _   (p) . _ _ .    (q) _ _ ._   (r ) . _ .   (s) . . .   (t ) _  (u ) . . _   (v ) . . . _    (w) . __   (x ) _ . . _          (y ) _ . _ _   ( z ) _ _ . .   (ponto final) . _ . _ . _  (vírgula) _  _  . . _  _


Obras

Num clima de muito mistério e suspense, os Karas, enfrentam uma trama macabra internacional que está testando uma perigosa droga em adolescentes dos melhores colégios de São Paulo. Uma droga que pretende reduzir a humanidade à obediência absoluta e aos desígnios do sinistro Doutor Q.I.








A turma dos Karas luta contra o crime organizado que está agindo no Pantanal de Mato Grosso sob liderança do implacável Ente. Em um enredo fascinante, repleto de suspense do começo ao fim, os Karas envolvem-se na trama criminosa que leva à dramática destruição dos jacarés, dos índios e da natureza.








O professor de teatro de Calú, o ator dos Karas, é assassinado pouco antes da estréia de sua nova peça. A única pista é um ameaçador folheto neonazista. Surge um novo caso para os Karas. O principal suspeito é um ex-oficial alemão, comandante de uma organização mundial que pretende somar o dinheiro e o poder dos criminosos com o tenebroso ideal.
Grande aventura dos Karas, enfrentando os perigos de um grupo neonazista e um plano ardiloso de renascer Adolph Hitler através de seu bisneto.




Dr. Q.I foge sem deixar vestígios, enquanto o assunto do momento é a "Droga do amor", uma descoberta muito útil de cientistas estrangeiros que poderá ser a cura para a praga do século.










O sequestro de Peggy, amiga de Magrí e filha do presidente dos Estados Unidos, que estava no Brasil para uma exibição de ginástica olímpica, coloca novamente os Karas em ação. Com apenas 6 horas para agir, e desta vez
comandados pelo Chumbinho, o menor e mais valente dos Karas, o grupo levará o leitor por caminhos de mistério e suspense.







Como Miguel começou a Turma dos Karas? Como conheceu e por que escolheu Magrí, Crânio, Calu, Chumbinho e a americana Peggy para formar esta turma tão especial? E por que Andrade era um policial diferente, melhor do que qualquer outro? Como cada um deles demonstrou ao líder dos Karas que era uma pessoa especial, tanto pela coragem, quanto pela honestidade, pelo caráter e pelo desejo de mudar o mundo para melhor? E o que terá acontecido com eles depois de todas as aventuras que estes sete heróis viveram? Em que se terão transformado todos eles depois de adultos?





Difícil dizer qual o meu favorito; sempre fico entre o Crânio e o Calú; e sempre torci para que a Magrí ficasse com o Crânio... Mas posso dizer que essa série é incrível e não há idade para lê-la!

O autor
Pedro Bandeira é O CARA! É simplesmente o autor de literatura juvenil mais vendido em nosso país, e aos 72 anos, já escreveu aproximadamente 80 livros; como especialista em letramento e técnicas especiais de leitura, profere conferências para professores em todo o país.
Recebeu vários prêmios, como o Prêmio APCA, da Associação Paulista de Críticos de Arte, e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, entre outros.
Pedro Bandeira de Luna Filho nasceu em Santos, SP, em 9 de março de 1942, onde se dedicou ao teatro amador, até se mudar para São Paulo em 1961 a fim de estudar Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). Morando então na capital, teve três filhos: Rodrigo, Marcelo e Maurício. E cinco netos: Melissa, Beatriz, Júlia, Érico e Michelle. Atualmente mora em São Roque.



Imagens: Google | Foto: arquivo particular

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