{Resenha} Uma Janela Fechada de Ignez Scotti




Dois jovens, planos, sonhos. Tudo pronto para a chegada do dia mais feliz de suas vidas. De repente, o inesperado acontece e, o que antes era sonho, torna-se um pesadelo... Nunca mais as coisas seriam as mesmas.


APED* 2014 * 239 páginas * Classificação: 3/5








Segredos, mentiras, verdades, meias verdades...



Com apenas 239 páginas, Ignez Scotti me deixou amarrada a história de uma forma incrível. Li o livro em questão de horas.

Lisa e Nino vão se casar. Ambos saem em uma viagem rumo a São Paulo. Mas nunca chegam a seu destino final.

Um trágico acidente acontece, tirando assim os movimentos das pernas de Nino e fazendo com que o casamento precise ser adiado.

Nino antes um rapaz alegre e cheio de vida, torna-se agora uma pessoa intragável e difícil de lhe dar. Mesmo assim sua noiva continua sempre ao seu lado. Juntamente com os pais, a avó, o tio de Nino, e o Dr. Marcos, que desde o inicio de sentiu apegado com a família de Lisa e Nino, mas mais ainda, sentiu uma forte conexão a Lisa.



O tempo passa, Nino continua na cadeira de rodas e cada dia mais insuportável, o amor dele e de Lisa já não é mais o mesmo, mas não por falta de esforços da noiva.



Ambos continuam o contato com Dr. Marcos que faz questão de estar sempre perto de Nina, mas tomando o cuidado de não se aproximar tanto quanto gostaria. Por quanto tempo essa determinação dele pode durar? Quanto tempo mais Lisa pode aguentar o tratamento que o noivo lhe oferta? Poderá seu coração resistir a um novo amor? Poderá ela deixar para trás um dia o homem que tanto amou e que agora necessita tanto dela ao seu lado? E Nino até quando será capaz de esconder seu segredo? Segredo esse que pode por em risco a felicidade de todos os que o cercam.   



Amores, intrigas, ciúmes, segredos. Segredos esses que podem fazer total diferença na vida desses personagens...



Uma história com uma linguagem simples, um enredo claro e leve.



Desde o começo me encantei com Lisa. Nino nem deu muito tempo de querer me apegar a ele, e eu mesma se pudesse jogaria um caminhão em cima dele. Ok eu sei que é difícil passar por uma situação dessas, mas pera lá, a situação dele nem era tão complicada assim, ele que não se esforçava mesmo.

Lisa ao contrário se mostrou uma personagem de um caráter e altruísmo extraordinários, E sim existem pessoas dessa forma ainda no mundo. Eu com certeza teria bem menos paciência que ela com o noivo. Mas me sentiria da mesma forma que ela. E provavelmente teria feito o mesmo ou pelo menos tentaria até onde os meus limites aguentassem.



Dr. Marcos ganhou meu coração, ok, em alguns momentos eu quis socar ele. Mas quando paramos e tentamos compreender melhor os acontecimentos sempre conseguimos entender melhor os personagens, eu pelo menos consigo.

Eles são humanos (bem para mim são rs) e como todos nós comentem erros e tentam aprender com esses. E assim foi com Marcos. E não tem como não concordar que o caráter do mesmo foi digno de um homem de verdade.



E claro não poderia deixar de falar sobre Larissa. Que só de pensar em seu nome me da até arrepios, aquele tipo de mulher que não sabe levar um não e menos ainda se sentir rejeitada, uma verdadeira bruxa. Mas que com certeza faz total diferença no acontecimentos da historia. Final mais que merecido o dela. (nossa acho que acordei com meu lado mal hoje)



Resumindo foi uma história que me agradou, como eu disse no começo do livro já sabia qual era o segredo do safado do Nino, mas de qualquer forma estava ligada a história queria saber se esse segredo viria á tona, e a forma com que seria revelado. A construção desse desenrolar foi muito bem estruturada pela autora. E outra coisa que eu amei, foi o cenário onde se passou a história. Tudo aqui pertinho de casa. Rio Claro, Santa Rita do Passa Quatro, nossa sempre que citava os nomes das cidades eu ficava: - Mas poxa eles estão tão pertinhos de mim, rs.



Os pontos negativos? Encontrei alguns infelizmente.

O primeiro foi exatamente esse, a história foi uma história muito bem criada, achei super diferente o tema, e confesso que adorei o triangulo amoroso, ele foi exatamente para onde eu queria, mas não para onde eu esperava que fosse, e isso me deixou muito feliz, afinal a gente sempre sabe com quem a mocinha vai terminar, e aqui eu me enganei perfeitamente, como eu disse queria um fim, mas realmente não esperava por ele, o que foi uma agradável surpresa. Ignez me conquistou muito aqui.

Mas mesmo esse sendo um ponto positivo, se tornou um negativo. Mas somente porque eu acho que aqui tinha enredo para mais e muito mais história, e eu com certeza senti falta desse “mais”.

O outro ponto negativo foi o final, achei um pouco corrido, mas o problema com finais vocês sabem que é um caso grave na minha vida, mas esse ponto também foi só porque eu gostei da história, gostei dos personagens, sendo assim não me contentei com pouco rs. Acho que o final merecia um pouco mais de atenção.



E o terceiro e ultimo ponto negativo foi que na história não existem as alternâncias que indicam mudança de espaço, tempo ou cenário. Sabem aqueles espaços entre um parágrafo e outro quando a história vai mudar um pouco? Então ficamos mesmo um pouco perdidos na leitura em alguns momentos, mas isso com uma revisão se resolvem.



Não a nada que tire o atrativo real do livro e da história. Como eu disse é questão de opinião, a história me agradou demais, tanto que eu queria que ela fosse um pouco mais desenvolvida. Mas quem sabe a Ignez não escreve outro livro contando um pouco mais sobre os personagens. 

Meu autógrafo




Detalhe da cadeira de rodas na contra capa.




Então leiam e se deixem levar por Uma Janela Fechada. 


Beijosss














8 comentários:

  1. Oiee

    A história pareceu lembrar um dramalhão mexicano daqueles bem fortes com muitas reviravoltas, fiquei curiosa para ler o livro mas não sei se leria por agora.

    Beijos

    www.livrosechocolatequente.com.br

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    1. OI Andressa.

      Eu adoro dramalhões mexicanos kkkkk. Só assisto ou novela mexicana ou infantil kkkk.
      Sim ele tem algumas reviravoltas e todas me surpreenderam.
      Espero que possa ler em breve e que goste da leitura como eu.

      Beijosss Fer

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  2. Bom....confesso que não sou muito fã de trângulos amorosos, ou vc gosta de um ou de outro, não dá para ficar nessa indecisão....isso me aborrece, vc sabe!
    Mas parece uma história meio drama mexicano, meio "opa já sabemos o que vai acontecer"....meio por aí
    morri de rir quando vc falou que tinha vontade de socar o cara, as vezes isso acontece comigo, tenho vontade de sacudir alguns personagens kkkkkkk
    bj bj bj

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    1. Oi Rê.

      kkkkk eu gosto, mas fico como você dividida, mas nesse caso não, queria era matar um dos personagens. Sim é meio previsível, mas o bom dessa história é a forma como o enredo foi conduzida, mas mesmo assim me surpreendi com o final, ainda apostava que seria outro rs, então acabei me enganando kkk.

      Beijosss Fer

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  3. Menina, eu falei pra editora que a cadeira de rodas na capa de trás seria um "que" a mais e não é que foi?! Ainda bem que acataram a minha ideia AUHAUAH. Aliás, é autora da APED ta?
    Coo o estilo da minha mãe é bem diferente do meu na escrita, eu entendo o seu sentimento de precisar de mais, mas sabendo que são formas de narrativa diferentes, eu amo o livro e a forma que foi escrito.
    Obrigada por seu carinho! E a Larissa tem coração *-* AUHAUH.
    Beijo, Mari Scotti

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    1. Oi Mari.

      Eu acho sim, todos esses "pequenos" detalhes acho que fazer toda a diferença para o encantamento sobre o livro rs.
      Ah sim eu amei a história sim, mas fica aquela saudade, e aquele: - Mas já acabou? Quero mais rs.

      Obrigada você sempre por toda atenção... e eu continuo odiando a Larissa kkkkk.

      Beijosss Fer

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  4. UAU!!!! Amei sua resenha, Fernanda.
    Ri muito quando você disse que queria dar uns socos no Dr. Marcos... Eu também queria... kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Quanto à divisão temporal, concordo com você. Ela existia no livro que enviei para a editora, mas eles tiraram (O que me deixou muito brava...), mas como a APED é uma editora por demanda, dá para pedir que refaçam os espaços nas próximas impressões. Vou pedir isto a eles.
    Ah, Andressa e Renata, o livro não é um dramalhão mexicano, tá? EU TAMBÉM DETESTO DRAMALHÕES MEXICANOS!!!!!! Hahahahahahahaha... Aliás, a escrita é bem leve e com momentos bem descontraídos para que o leitor se sinta, por vezes, como se estivesse em um momento familiar divertido. Gosto de rir e não de dramas. De tristeza, fico bem longe!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Brigadão, Fernanda. Você captou muita coisa legal do livro e sua resenha está muito boa. Amei mesmo!
    Grata pelo carinho.
    Gde beijo.
    Ignez Scotti

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    1. Olá Ignez.

      Mil desculpas não sei porque o seu comentário eu não vi antes rs. Mas enfim. Ah sim uns soquinhos iam bem, mas só um pouquinho rs.
      Ha que legal, seria bom, porque realmente a divisão ajuda muito na leitura rs.

      EU adoro dramalhões mexicanas kkk.

      Obrigada de coração pelas palavras, fico feliz de conseguir passar um pouco do que senti com a história.

      Um beijo enorme.

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