{Resenha} Fingindo de Cora Carmack

Por quanto tempo você consegue prender alguém? 
Meu nome é Cade Winston. Aluno de mestrado em belas-artes, voluntário, abraçador de mães e seu namorado pelas próximas vinte e quatro horas. Prazer em conhecê-la.
Com seus cabelos coloridos, tatuagens e um namorado que combina com tudo isso, Max tem exatamente o estilo que seus pais mais desprezam... E eles nem sonham que a filha vive assim.Ela fica em apuros quando seus pais a visitam na faculdade e exigem conhecer o futuro genro. A solução que Max encontra para não ser desmascarada é pedir para um desconhecido se passar por seu namorado.
Para Cade, a proposta veio em boa hora: é a chance que ele esperava para acabar com a sua fama de bom moço, que até hoje só serviu para atrapalhar sua vida.Um faz de conta com data marcada para terminar... E um casal por quem a gente vai adorar torcer. Fingindo vai seduzir você.

Cortesia Novo Conceito * 2015 * 332 páginas * Classificação 4/5





" O menino de Ouro e a Menina Furiosa"

Quem aqui não adora um romance clichê? Eu amo de paixão. Nos começamos o livro sabendo exatamente como ele vai terminar, mas isso em nada diminui o envolvimento que temos com a história, com todo o seu desenrolar, como se dará o envolvimento dos personagens, que problemas aparecerão, como eles vão enfrentar isso.

Uma história não é só feita de finais, ela é feita de começos e meios, e todo esse processo é que nos cativa. 

Assim foi em Fingindo. Ao ler a sinopse eu já esperava exatamente pelo final, mas mesmo assim ele conseguiu me surpreender. O que eu não esperava era que seu começo e seu meio, fossem me cativar e me envolver tanto.

Max é exatamente aquela “garota rebelde – eu faço o que quero”. Isso estaria explicado, caso ela fosse uma adolescente que ainda está se encontrando. O que não é o caso de Max, já que ela é uma universitária. Max tem uma dor em seu passado, e para camuflar essa dor, ela usa sua aparência e sua pose de bad girl como uma máscara e claro como um escudo para evitar mais dores. Ela vive fugindo de seus pais, para quem ela precisa realmente se esconder. Eles nem imaginam que Max tenha tatuagens pelo corpo, cante em uma banda e tenha um namorado mais “rebelde” que ela própria. 

Max mantém seus pais afastados de sua vida e tudo sob controle. Até que uma ligação deles avisando que estão na cidade e a poucos minutos de encontra-la deixa Max desesperada. Afinal se eles descobrirem como a moça vive, adeus mesada, ou seja, adeus música, o único combustível que mantém Max de pé.

Acuada, ela dispensa o namorado, e precisa pensar em algo muito rápido. Até que ela avista o que poderia ser a solução de todos os seus problemas. 

Cade é o bom moço, o tipo de rapaz que toda mãe iria querer como namorado e futuro marido de suas filhas. Ele é estudioso, responsável, centrado, resumindo quase um chato rs. 

Quando Max põe seus olhos sob Cade, sabe que ele pode ser a solução de seus problemas e ela tem poucos minutos para convencê-lo a se passar por seu namorado, na frente dos pais.

É ai que toda a diversão começa. 

Eu ri tanto com esses dois, e claro com os pais de Max (quando eu também não estava com vontade de bater neles e em Max), que seria impossível não se apaixonar por eles.

Cade esta cansado da pose de bom moço, e seu coração está partido, então descobre que com essa loucura de Max pode dar um tempo de tudo isso e se manter focado em interpretar seu papel. O que ele não esperava era que Max iria se tornar um tipo de problema, maior do que ele poderia resolver.

Há faíscas entre os dois desde o inicio o que nos rende muitas risadas. Cade resolve interpretar o namorado apaixonada, carinhoso e genro perfeito desde o inicio, deixando uma Max louca e muito furiosa. 

"... E ele... Ele me lembrava a música. De como eu me sentia cantando. Como se eu estivesse caindo e voando, liberdade e medo."

Apesar de ser um romance leve e divertido, temos também alguns momentos de reflexão, e aquele “momento família” que eu sempre adoro ler em uma história.

Cade me encantou desde o começo e eu torcia por algum momento dele: - Também sei ser mal rs. 

"Sua dor a tornou mais forte. Ela fez de você uma mulher incrível e cheia de vida. A dor fez de nós dois o que somos."

Max me intrigava demais, não entendia como alguém que gritava tanto por liberdade, agia como uma adolescente de 16 anos. Mas conseguimos compreender um pouco ao entender suas dores, sentimentos de culpa e tentar ser uma pessoa que ela não era.

Com certeza uma história que eu recomendo para todos os fãs de um bom romance, que gostam de personagens intensos, uma história envolvente, diferente e divertida.

Beijos

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