{Especial Romance} Dia 02 - Falando sobre o Amor por Jorgeana Jorge



Vamos começar nosso especial de uma forma "mais que especial". 
Ah o amor. 

Sim hoje contamos com a presença de uma escritora que com certeza sabe muito bem o que é esse sentimento. Afinal seu livro chegou ao coração de muitas pessoas, principalmente mulheres que encontraram em À Espera de um Adeus, uma grande lição real para suas vidas.

Afinal não basta apenas acreditar no amor, achar que o príncipe encantado irá chegar em um cavalo branco e pronto, achar que o final feliz dos contos de fadas está escrito e destinado nas estrelas.

Na realidade a coisa é bem diferente.

O amor precisa ser cuidado, "tratado", como se fosse uma flor, que precisa de sol, de água, de alimento, se esquecemos a coitadinha ali do lado, literalmente jogada de canto, ela com certeza irá morrer. E assim é o amor, que mais que tudo para sobreviver precisa de muito carinho, muita compreensão e muito, mas muito diálogo mesmo, para que o amor possa nascer, crescer, ser cultivado em nossos corações e lá se manter firme e forte.

E essa lição aprendemos lindamente com Samantha e Douglas personagens de Á Espera de um Adeus, livro maravilhoso, que muito nos toca e muito nos ensina, e escrito pela querida Jorgeana Jorge. 

E hoje em comemoração a esse mês lindo em que todos ficam ainda mais apaixonados, Jorgeana presenteou-nos com um lindo e exclusivo conto inédito para marcar essa data.

Vamos conferir?






Apenas num olhar


Essa manhã uma das minhas filhas fez uma pergunta que me pegou bem desprevenida.
- Mamãe, você acredita em contos de fadas?
Associei o teor daquela pergunta ao fato do Dia dos Namorados estar se aproximando e Caroline era uma jovenzinha muito romântica. Não muito diferente da mãe, na verdade. Parei por uns minutos o que estava fazendo e me pus a analisar a questão. Sem perceber fui arremetida para uma época bem distante e muito especial.
 “Assim que me vi fora do salão de dança, a noite me brindou com uma brisa agradável. Fechei os olhos e levantei a cabeça para receber de bom grado o refrigério mais que necessário depois de tanto suor e energia desprendidos na pista de dança. Adoro dançar. Alguns longos fios castanhos soltos eram arremessados sobre o meu rosto em chamas e se grudavam na pele porosa.
Galanteios que eu não dei atenção se perderam pelo caminho que fiz até uma das muitas barracas de bebida que disputavam a clientela, acirradamente. Optei por algo leve e refrescante. Bebidas alcoólicas não faziam meu estilo. Não precisava desse tipo de “combustível” para poder me divertir. Música e um bom par de dança eram o meu melhor estimulante.
Tão logo senti o copo na minha mão, sorvi a bebida com gosto. O líquido gelado e aromático ajudou a arrefecer aos poucos a ebulição que eu estava por dentro. O leve balançar dos meus quadris denunciou que eu continuava ligada na batida que ecoava frenética para o pavilhão externo onde eu escolhi me refugiar um pouco para reabastecer as baterias. Só um pouco de sossego – era o que repetia mentalmente ainda embalada pelo som e louca para voltar à agitação.
As festas em minha cidade eram sempre concorridas. Só que esta fora acima do normal. Parecia que toda a redondeza havia resolvido vir conferir a banda do momento. Muitos rostos desconhecidos despontavam em toda parte. Meu olhar que começou despretensioso parecia que seguiria seu caminho e se perderia em meio à multidão de jovens espalhados pelo gramado que circundava o clube. Mas ele não seguiu a rota, nem se perdeu;  travou.
Esse lapso de tempo não significaria nada em outras situações. Por algum motivo, desta vez, foi diferente. Apenas num olhar, caí numa espécie de vácuo. Nada parecido havia ocorrido comigo antes.
Esses segundos foram o bastante para deixar registrada a imagem de um rapaz encostado no capô de um carro esportivo jogando conversa fora com outros pares. Todos pareciam que era parte do elenco de algum filme. Todos lindos! Mas nenhum deles conseguiu fazer meu coração disparar como quando aconteceu quando meus olhos repousaram sobre o rosto daquele moreno sedutor.
Simplesmente não consegui parar de olhar para ele. O efeito daquele sorriso meio torto foi o mesmo que o de uma fagulha sendo acessa em meio a um celeiro abarrotado de feno. Despertou uma chama crescente de interesse em querer saber mais sobre quem seria ele. Voltei-me à procura de minha amiga na tentativa de colher informações valiosas a respeito do galã de blusa azul, mas a maluquinha já tinha desaparecido.
Fui surpreendida com uma sequência de perguntas que começaram a se formar em minha mente em polvorosa. Como seria seu belo rosto com um sorriso completo? Ou qual o timbre da voz que saía por entre aqueles lábios finos? Qual seria a sensação de ser embalada por aqueles braços vigorosos? Minha pele começou a se aquecer, novamente. Fiz o pedido de mais um copo de batida de morango com hortelã. Solicitei que reforçassem bem no gelo. O diligente garçom me atendeu prontamente. Só que eu sabia que seria inútil usar desse artifício. Nem todo o gelo do mundo refrescaria a labareda que começava a arder dentro de mim, especificamente, no meu coração.
Como que atraído pela minha secreta especulação, ele volveu a cabeça em minha direção; nossos olhares se cruzaram e se conectaram um no outro. Foram apenas meros segundos. Intensos, perturbadores, curiosos.  Disso me lembro bem. Como era lindo ver aqueles olhos cor de mel brilharem como o sol em minha direção.
Minhas pernas vacilaram quando ele piscou charmoso. Era mesmo para mim tudo aquilo? – pensei nervosa. Procurei meu reflexo na tentativa de avaliar minha aparência àquela altura da madrugada. Oh, céus! Meu rosto estava da cor de jambo, meus olhos brilhavam como duas turmalinas verdes e meu cabelo... melhor deixar para lá. Fiquei toda atrapalhada tentando melhorar o estrago.
Olhei para os lados com o máximo de descrição que consegui. Não queria fazer papel de boba na frente do cara mais fofo que meus pobres olhos mortais já tinham contemplado. Ele pareceu achar aquilo engraçado, pois quando nosso olhar se encontrou outra vez, o sorriso que eu tanto queria ver estava lá. Tive a impressão que eu começava a me desintegrar aos poucos. Aquele sorriso era muito mais bonito do que eu poderia ter imaginado. Ele me fitou certeiro e começou a vir em minha direção. Seus passos firmes demonstravam uma segurança que eu estava longe de sentir. O medo me envolveu.
Pensei em sair correndo. O que seria ridículo, eu sei, eu sei! Mas foi só um pensamento estúpido. Ainda bem que minhas pernas não me obedeceram. Teria perdido o maior presente da minha vida.
Sabe aquele momento em que a TV sai do ar e apenas chuviscos preenchem a tela? Foi exatamente assim que aconteceu com meu cérebro quando ele tomou minha mão na dele e se apresentou. Até meu nome eu esqueci, acredita? Pois foi. Balbuciei alguma coisa que pareceu ser o suficiente para ele. Seu sorriso lindo continuava lá me desorientando.
Quando no meio da conversa ele me convidou para dançar, só consegui entender o pedido pelo gesto que ele fez com a mão. O único som que a idiota aqui conseguia distinguir era o do meu coração batendo ensandecido no meu ouvido. Parecia que o coitado tinha sofrido um choque e fora arremetido para lá. Era melhor eu resolver esse probleminha técnico logo. Não queria que aquela noite terminasse e a voz dele não estivesse devidamente registrada.
O sorriso tímido que se formou em meus lábios foi o sim que ele esperava. A pressão em minha mão aumentou e em minha garganta, também. Respirei fundo e dei o primeiro passo em direção a ele. O primeiro de muitos.
A nítida sensação de flutuar me perseguiu dali por diante. Uma, duas, três músicas; àquela altura já havia perdido a conta de quantas embalaram aquela noite mágica ao lado dele. Nós formávamos um par perfeito. Senti-me a própria Jennifer Grey de Dirty Dancing. Outros casais arranhavam coreografias mais elaboradas, mas ninguém que nos superasse.
O vocalista de alguma forma captou as mensagens que minha mente lhe enviava a cada segundo implorando por uma balada romântica. Pelo menos umazinha. E nossa! Ele acertou na mosca. Meu coração disparou e minhas pernas voltaram a amolecer feito geléia. Percebi que ele também ansiava por algo assim e aquilo me deixou estupidamente feliz. Não conseguia mais parar de sorrir. E isso o encantou demais.
Em um piscar de olhos, ele estava bem juntinho a mim de um jeito diferente. O perfume que emanava do corpo dele me invadiu e fechei os olhos. De tão bom, aquele cheiro me embriagou.
O calor da palma de nossas mãos foi se fundindo aos poucos e senti nossos dedos se entrelaçarem. Parecia que nunca mais se desgrudariam. Meu corpo foi sendo conduzido em câmera lenta para dentro de um mundo totalmente desconhecido. Sem pressa e respeitando o compasso da música fomos nos moldando um ao outro. De repente, tive a impressão que apenas nós estávamos ali. Tudo ao redor perdeu o foco e a importância.
O relógio de alguma forma retrocedeu e pareceu que nos conhecíamos desde sempre. Eu não conseguia entender as contas que meu coração fazia. Como tão pouco tempo fora suficiente para tamanha conexão? E como a eternidade parecia não ser suficiente para tê-lo ao meu lado? Nunca fui muito boa mesmo em Matemática. Mas de uma coisa tinha certeza, no final das contas, eu e ele, formávamos uma equação perfeita.
A única coisa que me importava era nunca mais sair daquele abraço. Era não ser privada daquele cheiro ou daquela voz que sussurrada bem próxima ao meu ouvido fazia minha pele arrepiar. Pela primeira vez na vida ansiei fervorosamente que uma noite não chegasse ao fim, pois eu temia o possível “The end” que estava reservado para nós.
Quando o fim da festa foi anunciado, senti meu coração apertar. A última dança começou a ser tocada. Minha noite de Cinderela estava prestes a acabar. Não tive dúvidas que meu príncipe encantado havia dançado a noite inteira comigo. Procurei não demonstrar em meu semblante o quanto aquilo me abatia e deixei meu melhor sorriso camuflar minha tristeza. Se essa noite fosse o único capítulo que ele protagonizaria ao meu lado, eu aproveitaria até o último ponto final. Isso, eu tinha certeza.
Caminhamos em silêncio em direção ao portão de saída. Não sei quem segurava a mão de quem, mas o importante é que nossa conexão continuava estabelecida. Fui ensaiando frases para a hora da fatídica despedida. Um fracasso total. Nada coerente se formulava e olha que Português era uma das minhas matérias preferidas. Nem isso me ajudou. Um caminho de espinhos tinham se alojado em minha garganta. Falar parecia tão doloroso e tudo que pude lhe oferecer naquele curto percurso foi meu silêncio resignado.
Quando ele parou e se virou para mim, minha respiração também deu uma longa pausa. Nossas mãos não se soltaram ainda e tomei aquilo como um bom sinal. Entretanto, quando ele me perguntou que horas poderia passar em minha casa na tarde seguinte, foi que meu corpo ameaçou entrar em colapso geral.
- Está falando sério? – perguntei num fio de voz e com o estômago cheio de bolinhas de sabão.
- Claro que estou. – respondeu me puxando para mais perto. Podia sentir o hálito morno bem próximo ao meu rosto. Nossos olhos se conectaram como na primeira vez. E tomando meu rosto entre as mãos, declarou baixinho:
- Hoje encontrei um tesouro precioso e não vou me desfazer dele por nada desse mundo.
Continuei com um sorriso no rosto mesmo depois de nossos lábios terem se encontrado. De alguma forma, aquela noite nunca acabou. E minha noite de Cinderela continua até hoje. ”
- Quer saber se eu acredito em contos de fadas? A resposta é sim, filha. Eu vivo num deles até hoje. E o meu príncipe, o seu pai, continua me encantando em todos esses dias. A história da minha família é o melhor conto de fadas que conheço. E que continuemos assim: felizes para sempre.

Jorgeana Jorge

Jorgeana Jorge


Nem preciso falar que estou encantada né?
Linda forma de começar nosso especial com uma história assim.

E claro quem quiser aproveitar o momento e conhecer mais a forma especial com que a Jo fala sobre o amor, não deixe de ler À Espera de um Adeus.


Samantha nunca imaginou que o inverno daquele ano em Guarapuava seria tão frio e desafiador. Uma tempestade havia se instalado no seio do lar dos Cadore, e eles só perceberam o perigo quando parecia tarde demais. Douglas não sabia mais como sustentar um casamento com tantas áreas comprometidas. Apenas uma saída pareceu ser possível - o divórcio. Será que ainda haveria chances para reconstruir este lar?
Para Samantha, restava uma última opção: reconquistar seu esposo. Isso não seria nada fácil. As colunas somente poderiam ser reerguidas com a ajuda de um verdadeiro Mestre de Obras.
Personagens importantes aparecem para ajudá-la, e outros surgem dispostos a separar de vez esses dois corações apaixonados. Fé, amizade, traição, superação e muito romantismo permeiam as páginas deste lindo romance cheio de surpresas.
Skoob


Ótima dica de presente para o dia dos namorados, principalmente para as esposas. Pois sim, porque esposas também merecem um presente de dia dos namorados.
#FicaADica. 


Espero que vocês tenham gostado e se apaixonado com nosso primeiro dia de especial, e aquietem os corações pois tem mais muito mais!

Um grande beijo







10 comentários:

  1. Esse livro para ser perfeitamente perfeito, acho que vou adorar se ler. Esse especial de romance tá muito fofo! Tô amando, gente! Parabéns. BJs

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    1. Olá Daniel. Espero que nos dê a oportunidade de conhecer o nosso trabalho. Será uma honra saber sua opinião. Tudo de bom.

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  2. Adorei o conto, a autora consegue nos prender de tal forma que devoramos o conto e ficamos com gostinho de quero mais! O livro da Jorgeana eu tenho mas não li ainda, tenho uma lista enorme de livros para ler.
    Simplesmente fantástico o especial romance. Adoro um romance!!!
    Bjos
    Lú Santana

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    1. Olá, Lu Santana. Que bom que gostou do conto. Lembrei do dia em que conheci meu esposo. Foi mais ou menos assim, rsrs. Somos casados há 18 anos e vivo o meu conto de fadas ao lado dele e de meus dois príncipes Daniel e João Victor. Quando nos der a honra de ler o nosso livro, não esquece de dizer o que achou. Super bju.

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    2. Oi, Jorgeana. Quando fizer a leitura do livro, direi sim o que achei. Acho que ele vai furar a fila!
      Bjos

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  3. O conto é fofo e eu fiquei com vontade de ler o livro dela, dá pra comprar só com ela?
    bjs

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    1. Oi, Renata Pereira. Fico feliz que tenha gostado do conto. Obrigada. E dá para comprar o livro diretamente a mim; você ainda ganha dois marcadores lindos de brinde. Me add no facebook e conversamos inbox. Bjj

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  4. Oi meus lindos! Falar de amor sempre me emociona, não sei dizer exatamente o motivo, mas acho que acontece com todo mundo que já sentiu isso na pele né?
    Não conhecia a autora, confesso, mas adorei o modo como ela escreve. Conseguiu me prender de tal forma que estou aqui, escrevendo o comentário e pensando como podaria expressar, exatamente, o quanto gostei, porém acho que é impossível.
    Agora, fiquei com aquela vontade de comprar o livro hahaha isso sempre acontece! É possível comprar somente com a autora?
    Beijoooo!!!!!

    http://eraumavezlivrosecia.blogspot.com.br/

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    1. Letícia Godoy, amada, obrigada pelas suas palavras. Elas me deixaram muito feliz. Como disse à Renata, você pode comprar diretamente a mim, sim. Ainda te mando de presente dois lindos marcadores. Me add no facebook e conversamos por inbox. Xero

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  5. Conto de fadas? Vivemos a mais pura realidade; embriagados em uma mistura de amor e paixão que se perpetua de fato já há quase dezenove bem vividos anos, minha nega. Te amo. Seu marido: Edilberto.

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