{Especial} Entrevista com Amelie Wood


Hoje é aniversário da nossa querida Amie! Em 2 de julho de 2014, a Sam escreveu um trecho-bônus de Quero Ser Beth Levitt especialmente para os Loucos e Loucas e para a nossa aniversariante do dia. Vocês podem lê-lo aqui (Se você ainda não leu o livro, recomenda-se não ler o trecho-bônus... Contém spoilers!). Esse ano, resolvi trazer uma entrevista com a nossa amada bailarina.
No Especial Samanta Holtz, realizado em abril deste ano, a Sam disse que se inspirou na Taylor Swift para imaginar a Amie... Então, imaginem-a respondendo.

Vamos conferir?

Olá, Amie! Tudo bem?
Boa tarde! Estou muito bem, obrigada! E você? ☺

Como nasceu o desejo de ser Beth Levitt?
Beth Levitt é minha amiga literária de infância. Quando eu era pequena, minha mãe se sentava ao lado da minha cama, à noite, e lia os capítulos de Doce Acaso para eu dormir. Sempre me achei muito parecida com Beth, por causa do meu amor pelo ballet, e sonhava poder fazer tanto sucesso quanto ela. Além, é claro, de encontrar um príncipe encantado! Eu sabia que, se fosse bondosa e merecedora como Beth foi, e como minha mãe me ensinou a ser, meu dia iria chegar.

Sabemos de tua admiração pelo jovem ator Chris Martin. Como conheceu seu trabalho?
Foi nos filmes que eu via com minhas irmãzinhas, no abrigo. Fizemos amizade com a Suzy, da locadora do bairro, e ela nos trazia os lançamentos para assistirmos. Víamos à noite, escondidas, pois a diretora não gostava muito – ela tinha medo de ter algum conteúdo impróprio. Mas não tinha perigo, pois a Suzy só trazia os filmes românticos e leves, para todas as irmãzinhas poderem ver. O Chris fazia o papel do mocinho na maioria deles, e, assim, se tornou ídolo de todas nós...
(Essa entrevista vai ser publicada? Sim??? ... Ai, então eu falei demais... Rosana, se você ler isso, não brigue com as meninas, tá? A gente não via nenhum filme inadequado, eu juro! Pode perguntar pra Suzy...)

Como foi ver o Chris, e poder falar com ele, pela primeira vez?
Mal consigo me lembrar de como me senti... eu fui às nuvens! Eu estava no teatro da agência de talentos para participar de um teste de atuação e não fazia ideia de que Chris estaria lá. Foi um choque quando ele apareceu no palco! Meus joelhos amoleceram e mal consegui me levantar quando fizeram o sorteio da primeira atriz a participar, que era eu! Ele me cumprimentou, muito gentil, e foi mágico sentir a mão dele me tocar. Quando percebi, ele estava conversando comigo e me dando dicas para vencer o nervosismo, enquanto o teste não começava. Tão amável! Naquele dia, eu percebi que ele era mais encantador do que todos os personagens românticos que já havia interpretado.

O que lembra de teus pais? A memória deles ainda está viva?
Eu era muito nova quando meu pai partiu, então as memórias dele são um pouco mais escassas. Já da minha mãe, que partiu um pouco mais tarde, as recordações são muito fortes. Éramos muito ligadas por nosso jeito de ser e pelo amor ao ballet. Sempre me orgulho ao pensar que minha mãe foi uma bailarina premiada e reconhecida mundo afora e, se eu tiver metade do talento que ela tem, já estarei muito feliz! Eu me lembro de quando ela me inscreveu nas aulas de ballet, das nossas idas ao supermercado, das histórias que ela lia para eu dormir, dos nossos passeios. Mas a lembrança mais forte sempre será do dia em que ela me levou ao balanço de um filme que vimos juntas, só para realizar meu pedido, mesmo tão fraquinha e doente. O amor dela é um legado que levarei aos meus futuros filhos.

Como foi crescer no abrigo para meninas?
Deus foi muito bondoso em minha vida por me dar uma família enorme e linda como aquela, após eu perder meus pais. Lá eu ganhei minhas irmãs de coração, e Rosana é uma grande mãe para todas nós. Uma mulher tão incrível, tão forte! Nunca tivemos muitos recursos, chegamos a passar algumas dificuldades, mas enfrentar aquilo juntas tornava tudo mais fácil. Também contávamos com voluntários para levar novas atividades ao nosso dia a dia, como Dalva, a professora que me permitiu continuar a praticar a dança.

Voltar a viver na casa que era de tua mãe, em algum momento, a fez desistir de algum sonho ou lhe deu mais forças para continuar?
Eu sabia que o dinheiro que ela me deixou não duraria para sempre, e isso era um lembrete diário de que eu precisava encontrar meus meios de sobreviver, agora que eu não estava mais sob a proteção da minha mãe ou de Rosana. Dá medo olhar para o mundo e perceber que chegou sua vez de enfrentá-lo. Às vezes eu sentia aquela vontade de ficar dentro de casa, na segurança do meu lar, mas eu sabia que algo esperava por mim, lá fora. Mais do que conseguir meu dinheiro e meu sustento, a minha história chamava por mim, pedia para ser escrita, e eu precisava ter coragem para isso. Além do mais, eu nunca estive sozinha: tive pessoas ao meu lado que foram preciosas, como Anita, que se tornou um anjo da guarda. 

ATENÇÃO! A PERGUNTA ABAIXO CONTÉM SPOILER!
Quando foi comunicada que faria o papel da Beth, após o “flagra” de Walters, o que sentiu?
Ah, nem me lembre daquele dia! Eu fiquei tão apavorada... e o Chris, coitado, ele se culpou tanto pensando que havia me prejudicado. Hoje, eu sei que o susto precisou acontecer para que eu vivesse tanta felicidade! Quando Walters anunciou que eu faria o papel de Beth, demorei a entender. Eu estava preparada para ser dispensada e, de repente, eu era Beth Levitt. Eu ainda não tinha ideia do que aquilo significava – que eu ia contracenar com Chris, fazer cenas de beijo! Eu queria comemorar, mas percebi o quanto Mary Jane ficou decepcionada em ficar com um papel secundário, e eu não queria que ela pensasse que era uma má atriz. Não acho certo minha alegria custar a infelicidade de alguém, mas acabei entendendo que aquela decisão estava fora do meu alcance. E era assim que a história de nós duas deveria acontecer.

A sua ligação com o ballet é linda. Quando e como descobriu que queria ser bailarina?
Sempre tive fascínio pela dança. Acredito que herdei da minha mãe, deve estar no coração. Minha alegria quando ela me presenteou com o primeiro collant e par de sapatilhas foi inexplicável. Era como se ela me desse a chave para fazer parte de um mundo novo, um mundo do qual ela fazia parte, e agora eu também. Desde que pisei no estúdio de dança pela primeira vez, eu sabia que pertencia àquele lugar.

Amie, muito obrigada pela oportunidade de entrevistá-la!
Eu que agradeço por você se interessar por minha história! ☺
Muito sucesso e felicidade pela frente!

Bom, pessoal, infelizmente é só. O que acharam? Eu, simplesmente, A-M-E-I! A Amie é muito fofa, assim como a Sam...
Espero que tenham gostado. E... PARABÉNS, AMIE!

Karol Zepon

3 comentários:

  1. Ai que fofa essa entrevista a Amie é um amor né?
    E gente que presente mais lindo o da Sam e o da Amie, to encantada com tanta coisa linda no dia de hoje.

    Beijos MPL

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  2. Querida Karol,

    Ameeeeeei sua ideia de fazer uma entrevista com a Amie - e, claro, a Amie também amou!!! <3
    Obrigada por presentear a mim e a ela no dia de hoje!

    Beijos no coração!
    Sam

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  3. Que lindo!!! Amie é tudo, sou simplesmente encantada por ela, por sua história!!!!!
    Bjos
    Lú Santana

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