{Falando sobre Livros} Clichês que nos Conquistaram



Olá, pessoal!

Com alegria venho apresentar a vocês a primeira blogagem coletiva do grupo Círculo dos Leitores. Unida a outros 7 blogs literários, mensalmente trarei a vocês um tema a ser abordado. O método das postagens poderá mudar a cada tema, então prometemos muita diversão!


O tema da vez é: CLICHÊS QUE NOS CONQUISTARAM!

Sabe aquele romance entre o bad boy e a doce mocinha? Ou aquela protagonista que, de uma comum humana, se tornou a salvadora do mundo? Ou aquele cenário cheio de dragões, elfos, duendes e outros seres tão conhecidos no gênero fantástico? Pois é, quem nunca gostou de um livro clichê, que atire a primeira pedra!



Agora que vocês já sabem um pouco do que é o assunto do mês vou tentar explicar para vocês o que é o clichê na MINHA opinião. Isso significa que cada um tem a sua concepção e eu respeito. Assim como peço que respeitem a minha. Primeiro de tudo que eu não julgo os clichês, ao contrário, eu adoro. Geralmente são ótimas histórias, leves, envolventes que nos fazem esquecer do tempo e viajar pelas páginas. 

Eu costumo dizer que gosto dos clichês, porque acho que viver é clichê rs. Claro, todo mundo tem a sua vida. Mas se formos parar para pensar muitas das experiências que vivemos são tão parecidas com de outras pessoas não? rs. Pelo menos de uma forma geral, claro!
Então sempre acho que os clichês nos remetem muito a coisas que vivemos em nossas vidas, e por isso eu gosto.

Mas acho importante cada autor ter a sua essência, e digamos ter o seu "toque" na história. Afinal ler o "mais do mesmo" sempre cansa.

Por exemplo. Eu acho que já deu uma cansada desses romances HOT's, em que o personagem é sempre um CEO, e a mocinha geralmente é toda virginal (nada contra rs), e ai acontecem vários passeios de helicóptero, jantares em restaurantes onde se é impossível conseguir uma reserva de última hora (somente o CEO super conhecido é que vai conseguir), ai o mocinho, ou a mocinha, tem trauma de relacionamentos, geralmente ligado a algum tipo de abandono, seja familiar, ou seja da mulher que amou, ou então perdeu a mulher que amava para alguma morte trágica e blá blá blá. Gente, repito de novo, NADA CONTRA, mas minha nossa senhora, que tal alguma coisa um pouco diferente né? 

Que tal um homem mais "pobrinho"? kkkk. Um casal mais próximo da nossa realidade? 
Porque ler sempre as mesmas coisas, cansa. Parece a mesma história, só que com personagens de nomes diferentes e algum ou outro detalhe, mas o restante, é exatamente IGUAL. Eu passo!

Só para ficar claro, o clichê, não ocorre só nos romances, pelo menos no meu ponto de vista. Tudo pode se tornar clichê. 

Vamos a um exemplo?

Eu amoooo a saga Crepúsculo (sim sou assumida), mas pelo amor, eu fiquei até com trauma de vampiros depois da fama que a saga alcançou. Fiquei até com medo de cruzar mesmo com algum por ai, porque era tanto vampiro, mas TANTO vampiro que minha nossa.

Ai depois foram anjos, fadas, imortais, GENTE VAMOS USAR A CRIATIVIDADE POR FAVOR?

Não me importo de ler livros com vampiros, eu gosto, mas se os vampiros forem todos os iguais e as histórias em nada mudarem, com certeza a leitura não vai fluir.


Acho que é comum quando um "estilo" alcança sucesso, muitas pessoas quererem seguir por esse caminho, mas como eu disse que tal colocar uma essência a mais na história?


Um clichê ou cliché (do francês cliché), em tipografia, diz respeito a uma matriz gravada em placa metálica e destinada à impressão de imagens e textos. Aplicada em sentido figurado, a palavra se tornou sinônimo de tudo o que já foi objeto de repetição excessiva e perdeu a originalidade.
Fonte: Wikipédia

Entendem do que estou falando?

ORIGINALIDADE. Ponto principal na hora de criar uma história.
Serei sincera. Ás vezes o autor pode ter uma linguagem bem simples em sua escrita, ás vezes encontramos infelizmente até alguns erros medonhos de português (e não sou nenhuma professora de português), mas eis o X da questão, se ele criou uma história ORIGINAL, não tem como não se apaixonar, não é mesmo?


A intenção da nossa postagem é declarar que não devemos avaliar um livro pela sua proposta clichê. O fato de existirem elementos previsíveis em uma história não a torna um antecipado fracasso.



Quer a prova? 'Bora conferir os três livros que, apesar de clichês, me conquistaram:


A típica história que citei no início do post. Homem muito rico, poderoso, com todos aos seus pés. Só quer saber de "ficar" com muitas mulheres e não tem interesse em relacionamento sério. Se apaixona pela moça (dessa vez não virginal, o que já é um ponto a favor), mas que sim tem seus traumas ligados a um grande amor do passado. O livro teria tudo para ser só "mais um" na minha lista. Mais uma leitura lazer que serviu para passar o tempo. Seria isso se a autora não colocasse alguns elementos que fizessem toda a diferença, pelo menos para mim, na trama. 
Um dos pontos a favor é criar personagens que fazem a diferença e fazer com que esses personagens participem mais da história. Eu adoro histórias com muitos personagens e quando esses tem papéis importantes na trama. E claro quando algum mistério envolve o enredo, tudo fica ainda mais gostoso de se ler e envolvente. Camila com certeza me conquistou, quando terminei o livro um, estava mais que ansiosa pela continuação. Só posso dizer que foi um clichê que com certeza me conquistou. 



Mais uma história que teria tudo para ser um hot clichê. Mas eu estava totalmente enganada. Sim é muito claro que sabemos como começa e como termina essa história (mais um item que para mim é o que torna uma história clichê), fica claro o destino final dos personagens. Mas é todo o caminho que eles vão percorrer até chegar a esse destino que torna essa história linda e especial e a faz fugir de todo o padrão dos clichês. Todo o drama que envolve esses personagens é muito real. Toda a dor que eles vivem e os problemas que precisam enfrentar é algo que mexe muito com o leitor. É algo que nos traz a realidade e nos faz acompanhar com eles cada passo vivido e sentido. É claro que o final era previsível, mas tudo o que eles passaram para chegar a esse final é o que tornou a história linda, envolvente e muito especial. Estou apaixonada pela escrita da autora. 



Essa foi uma história que me enganou bonitinho rs. Quando li a sinopse a primeira impressão foi: Um hot chichê. Eu não sabia mesmo do que se tratava a história. No primeiro capítulo já descobri e ai me veio outra frase a mente: - Ah não, esse clichê não por favor. Mas como a escrita da autora é muito, mas muito envolvente me permiti continuar a leitura. Ainda bem. Se eu tivesse parado teria perdido uma obra que me conquistou exatamente por conseguir criar um "mais do mesmo" todo diferente. É nesse tipo de história que eu me baseio para dizer que sim, podem existir milhares de histórias de bruxos, de vampiros, de fadas, de anjos, do que seja. Essa não é a questão. A questão é: Criar um mundo de bruxos, vampiros, fadas ou anjos, mas que como eu disse seja "diferente", que eu sinta a essência do autor na história. E com certeza fui surpreendida por Labirinto de Espelhos. O mundo que a Bárbara criou e tudo o que  o envolve é maravilhoso. Eu posso dizer que mesmo que eu ame por demais a primeira história do gênero que eu li, com certeza os detalhes criados pela Bárbara dão de 10 a 0 no outro mundo. Achei perfeito! Uma história que tinha tudo para ser apenas boa, se tornou algo para mim surpreendente duas vezes. 


Bem pessoal é isso. Eu espero que tenham gostado do post. Comentem o que acharam e o que é o clichê para vocês, vou adorar poder conversar sobre o tema. 

Convido vocês a conferirem os livros clichês que os demais blogs participantes do Círculo dos Leitores recomendaram:


Beijossss


3 comentários:

  1. Eu vou ser bem sincera, nem sempre os clichês me conquistam......acho que na verdade tem que ter o clichê, mas com algum novo elemento
    bjs

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  2. Eu adoro um clichê, sendo bem escrito e com um bom enredo! Adorei o livro da Camila e da Bianca!
    Bjos
    Lú Santana

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  3. Fer, dos indicados eu li dois: O Amor não tem leis e As Batidas Perdidas do Coração :)
    MAs te juro que nunca, mas nunca que eu definiria As Batidas como um clichê rsrs
    Sofri tanto com aquele livro, que se eu não tivesse lido o final antes de concluir a leitura, poderia apostar que não terminaria como terminou :P
    Agora o Amor não tem leis definitivamente é um clichê hehe
    o outro não conheço :)


    Beijos!
    http://www.aculpaedosleitores.com/

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