{Resenha} "Soldier - Leal até o fim", de Sam Angus

Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.
Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra. SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.
 
 Novo Conceito * 2015 * 248 páginas * Classificação: 4/5
 
 
 
 
Stanley já teve algumas perdas, em vários sentidos, em sua vida: a mãe que faleceu há alguns anos; o irmão que foi pra guerra e manda cartas sempre que pode; e o pai que com todos os acontecimentos da vida acabou se tornando um homem frio.
 
 
 
"Ele não me perdeu... Da não me perdeu, ainda estou aqui."
 
 
 
O pai de Stanley, que chama-se Da, cuida de cavalos e cachorros, e tem na sua cadela premiada Rocket uma grande admiração. Até o dia em que a cachorra, que está no cio, foge por algumas horas.
E essa fugida acaba tendo consequências meses depois...
E Da fica completamente enfurecido em ver a sua cadela de raça e premiada tendo filhotes mestiços, que podem ser considerados como vira-latas.
 
Stanley se encanta pelos filhotes, em especial ao único filhote macho e resolve chama-lo de Soldier.
E com isso, esse pequeno filhote acaba se tornando o único motivo de Stanley ainda permanecer naquela cidade. Além da esperança do irmão Tom  cumprir com o combinado e vier visita-lo numa das licenças da guerra. 
 
O pai fica cada vez mais inconformado com a ligação de Stanley para com os filhotes, em especial pelo filhote macho que aparenta ser muito frágil por quase não ter sobrevivido ao nascimento. E por causa disso, toma um decisão de sumir com Soldier, deixando o filho totalmente inconformado.
 
Agora, sem Soldier em sua vida, Stanley foge de casa decidido a procurar pelo irmão nos campos de batalha.
 
Como ele só tem 14 anos, Stanley acaba mentindo a idade para ser aceito e assim se torna um membro do exército.
 
Durante os treinamentos e aprendizados, ele acaba entrando para o grupo de adestramento de cachorros mensageiros... E a sua vida começa a mudar.
 
 
 
"Eu vou treinar vocês e vocês irão treinar os cães. E deve esquecer qualquer coisa que tenham aprendido. Não quero experiência... Eu simplesmente quero um amor natural pelos cães."
 


Não dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem? Então, esse livro mostra o quanto esse ditado é verdadeiro, mesmo num cenário horrível de batalhas e guerras.
 
 
 
"Como você sabe, se um cachorro o ama, ele vai fazer qualquer coisa por você."
 
 
 
Quando eu li a sinopse desse livro, achei que seria uma leitura interessante, mas estava um pouco receosa pelo tema... Como eu adoro cachorros, estava com medo do que esse livro iria fazer comigo.
Mas posso dizer que foi uma leitura surpreendente e diferente dos livros que já li.
 
Apesar de não ser uma história real, alguns dos acontecimentos desse livro são baseados em fatos e depoimentos reais sobre a atuação de cães mensageiros.
 
E é claro que meu coração chegou a ficar apertado em alguns momentos, principalmente quando eu lembrava que eram baseados em depoimentos reais.
 
O Stanley foi um personagem bem complexo pra mim, as vezes tinha vontade de gritar com ele por causa de algumas atitudes imaturas... Mas daí eu pensava: "Ele tem só 14 anos. Tem razão em ser imaturo e fazer algumas escolhas por impulso." 
 
O Da me irritou muito, principalmente a frieza para com o filho, mas algumas coisas podem acontecer (não posso falar muito porque pode virar spoiler rs).

A narrativa foi o que mais me surpreendeu, eu achei que por ser um livro um tanto que histórico, a leitura poderia se tornar complicada. Mas não, a leitura fluiu bem e finalizei a leitura em poucos dias...
 
A capa chama muito a atenção, eu cheguei a parar a leitura pra olhar a capa pra coloca-la na minha imaginação visual quando lia a história.
A diagramação está caprichada, principalmente nas cartas que o Tom envia para Stanley.
 
Um livro que mostra a lealdade acima de tudo de um cachorro para o seu dono.
Preparados para serem levados para a guerra e ver que num ambiente triste, o amor de um cachorro pelo seu dono consegue ser mais forte?
 
 
 
 
 
 
  

 
 
 
 
Boa leitura!
 
 
Beijos,
 

 
 

3 comentários:

  1. Já vi falarem muito deste livro, mas esta é a primeira vez que li uma resenha, fiquei bastante instigada por conhecer a história, livros com cachorros sempre são bons né? A não ser que o autor dê uma de louco e mate o bichinho..Me lembrou muito O Corcel Negro, livro magnifico que eu tinha e me foi roubado..Já coloquei este na lista!

    www.detudopouco.com.br

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  2. Aninha, parabéns pela resenha! Aff, não sei se tenho coragem para ler um livro assim, guerra e cachorro juntos é para destruir meu coração. A capa é muito linda sem duvida alguma!
    Bjos
    Lú Santana

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  3. Como você, eu fico meio receosa com livros de cachorro. Sempre fico com o pé atrás porque normalmente choro horrores e fico com uma ressaca literária monstra! Com certeza é uma história linda! Beijo!
    www.raciocinacomigo.com

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