{Resenha} Verão de Conquistas de Adriana Brazil

É verão em Florianopólis, a estação dos dias ensolarados,
do céu azul, dias mais longos e árvores verdes, embalados
pelo cantar dos pássaros em seus ninhos. No meio desse
cenário inspirador, viveremos as últimas emoções ao lado
de Helen e da turma da UFSC. As revelações que foram
guardadas por tanto tempo virão à tona, assim como desafios,
lágrimas, sorrisos, lutas e despedidas. Como uma brisa
que sopra nos fins de tarde, da mesma maneira eles entenderão
o motivo do verão repousar em cada lembrança. Um
tempo inesquecível de momentos que nunca irão se apagar,
de uma saudade que ficará e será lembrada em cada pôr do
sol. O amor deixará provado que ele prevalece em todas as
estações, e o Verão nunca mais será esquecido.

Novo Século * 2015 * 287 Páginas * Classificação 5/5 mil batimentos cardíacos.

Verão de conquistas é o último livro da série FOI ASSIM QUE TE AMEI.


Essa resenha NÃO contém spoiler mesmo para quem não leu os três livros anteriores.

Dizer que fui surpreendida é pouco diante do que o final dessa história me causou.
Ela me surpreendeu em todos os sentidos. Foi uma grande reviravolta. Eu realmente não esperava por nada do que aconteceu, dizer que eu imaginava alguns acontecimentos, nem chega perto de tudo o que se desenrolou, de tudo o que eu esperava sentir e senti de fato.

Outono, inverno, primavera... Vidas que enfrentaram os medos, as dores, as alegrias, os obstáculos... Vidas que esperavam seguir em frente sem maiores problemas. Que oravam para que os momentos “cinzas” houvessem passado e suas vidas pudessem se concentrar nas cores do arco-íris. Mas o nosso momento não é o mesmo momento que o de Deus, e ele ainda guardava muitos aprendizados para todos esses personagens que desde o primeiro livro aprendemos a amar como se fossem os nossos amigos. E na verdade eles são.


“O que ela tinha visto em mim eu não fazia ideia. Mas achei nela tudo de que eu precisava para viver outra vez.”

Impossível não sentir com eles. Cada dor, cada perda, cada lágrima que brotava em seus olhos, significava lágrimas em meus olhos também. Junto com eles sofri, perguntei por que realmente em alguns momentos Deus parecia ser tão cruel, realmente é difícil mesmo aceitar os seus desígnios, é sempre tão mais fácil aceitar só o amor. Como entender o porquê de nos dar, se for para tirar? Como compreender no momento da dor que aquele acontecimento só nos fará mais fortes e provavelmente mais humanos?

Helen, Andrew, Richard, Alan, Sarah, Karen, Paulo... Tantos personagens que tem suas vidas tocadas pela mão do destino e todas as peças que muitas vezes ele gosta de nos pregar.

As outras estações se foram. O verão está chegando e com ele ás alegrias e promessas de dias mais iluminados.


“Seu amor era como água que regava meu deserto, levando-me a um oásis.”

Novas alegrias estão a caminho. Milagres que eles tinham fé de que pudesse acontecer, mas que mesmo assim permitia a incerteza de estar em seus corações.

Segredos do passado serão revelados. Como lidar com a dor de perder alguém que sempre esteve ao seu lado. Mentira? Traição? Como definir esse sentimento?

Renúncia. Justiça. Ser correto nem sempre parece o mais fácil. Principalmente quando alguém que lhe ensinou sobre o senso de justiça é alguém que não lhe da o maior exemplo. De que lado ficar. Ao lado do seu sangue, ou ao lado de sua verdadeira família?

Perdas. Como lidar com a dor de encarar que algo tão especial tão sublime lhe foi dado, para depois lhe ser tirado? Pode um coração aceitar a vontade de Deus diante de tamanha dor. Seguir em frente será fácil?

Surpresas. Como aceitar que o destino pode lhe pregar tantas peças e compreender a razão de coisas que são incompreensíveis?

Como perdoar? Podemos superar todo o mal que nos foi causado por algo ou alguém, tentar seguir em frente sem a mágoa e raiva que muitas vezes nos acomete e acima de tudo perdoar de coração todo o mal que nos afligiram.

Existem corações verdadeiramente puros de amor? Amores desmedidos que amam sem olhar a quem? Que conseguem amar aqueles que tanto nos feriram, mas são os que mais precisam de amor?

Aprender a perdoar, manter o amor pelo próximo mesmo em meio a tantas tragédias parece um dom digno para poucos. Mas através dessa história vamos aprender um pouco mais, que o dom do amor, o dom do perdão pode adentrar também e fazer morada em nossos corações.


Por que o destino ás vezes nos prega peças que parecem que tem o único intuito de nos machucar, de destruir nosso coração?

Até onde pode chegar as “coincidências” da vida, desse mesmo destino?

O quanto uma amizade verdadeira pode aguentar? Quanta dor? Quantas verdades, quantas mentiras?
E se ela sucumbir, quer dizer que não era amizade verdadeira? Que não era real, que ela nunca existiu?


“...Nossa amizade é nossa vida, nossa história, nossa existência! Não importa o que venha, nossa amizade subsiste a tudo, o que construímos é maior do que essa divida...”

Pode a dor, o desespero, a raiva e a mágoa apagar todo o amor que existiu em nosso coração?

E se você fosse colocado diante de escolhas difíceis. O que escolheria? A sede de justiça e de vingança ou seu grande amor? A amizade que sempre fez parte de sua vida?


Não consigo externar para vocês o quanto me emocionei, fui tocada e aprendi com mais essa obra, com mais esse ensinamento de Adriana Brazil. Tantas perguntas me fiz durante a leitura. Coloquei-me no lugar de tantos personagens. Perguntei se conseguiria perdoar. Se eu conseguiria passar por tantas dores e me manter e meu coração intactos no final. Se conseguiria manter minha fé, minha esperança...

Chorei tanto. Chorei por Rafael, em nenhum momento eu o julguei, tentei me colocar em seu lugar. Em muitos momentos queria adentrar pelas páginas e sacudir Andy ao perguntar se ele não achava que em seus momentos “loucos”, não poderia ter feito o mesmo que o Rafael?
Nunca sabemos como vamos enfrentar uma situação, até estar mesmo de frente com uma.
Chorei por Karen. Como a odiei, mas como lamentei que seu coração fosse tragado pelas sombras e nunca tivesse experimentado o amor.
Chorei por Paulo. Por saber que mesmo existindo poucos, sim, ainda existem pessoas como ele nesse mundo.
Chorei por Helen, chorei por Andrew, chorei por Richard...
Chorei por tudo que poderia ter sido e nunca foi. Por todas as peças que o destino nos prega, por todas as idas e vindas que ele nos proporciona, por tudo que não aceitamos ou entendemos e por tudo o que vivemos, seja bom ou mau, mas que faz parte do que somos, do que vivemos, do que aprendemos e das nossas transformações como seres humanos.


“Meus amigos foram anjos, foram irmãos, foram um presente, foram um sopro em um mundo morto. Sempre que eu olhar para eles, me virá à memória a palavra gratidão somada com fidelidade, sinceridade e verdade. Meus amigos são a minha história.”

Mais uma vez me emocionei como Adriana tem o dom de pegar os sentimentos mais nobres e transforma-los em verdadeiras e únicas lições. Como sempre ela me emocionou com o amor entre um homem e uma mulher. Com o amor ao próximo. Mas em meu coração nessa história o amor fraternal, o amor entre amigos, fala sempre muito alto. É algo que mexe demais em meu interior.

Confesso que em alguns momentos, mais para o final peguei-me pensando que tantas tragédias não poderiam acontecer com as mesmas pessoas. Era demais tudo aquilo. Mas parei, refleti, e pensei: - sim pode.
Por quantas coisas cada um de nós já não passou? Quantas dores já enfrentamos em momentos de nossas vidas naqueles períodos “baixos”?


“Nenhum sonho é maior que sua capacidade de conquistá-lo.”

Tenho o costume de dizer que os problemas e os obstáculos não gostam da solidão, eles sempre andam acompanhado, e quando vem nos visitar, nem avisam que estão chegando com a turma completa.
E foi assim na história desses personagens que tantos momentos passaram, mas que assim como nós conseguiram enfrentar a maior parte deles. Talvez nem sempre com a mesma força, mas com certeza conseguiram enfrentar, aceitar e aprender.

Deixo aqui mais uma vez minha admiração por uma obra que não vêm para proporcionar momentos de lazer com uma leitura linda. Mais que isso, histórias assim como sempre digo vem para mudar um pouco algo dentro de nós. Vem para nos tentar ver que mudar, sempre para o melhor, pode ser o melhor caminho e que sim, todos nós podemos ser pessoas melhores. Basta querer. Basta acreditar e ter fé. E claro dar sempre o primeiro passo.
Espero que tenha conseguido demonstrar o mínimo que seja o quanto essa obra é especial. O quanto sua história não é algo simples. A mão que a escreveu estava com a mão de Deus sob a sua.


“Quando nossos sonhos não se tornam realidade, deve ser uma maneira de Deus dizer que ainda não estamos prontos para recebê-los. Mas vai chegar o dia em que o sonho será realizado. Nesse dia vai se lembrar de tudo que passou até alcançá-lo e irá perceber o quanto você cresceu. O agradecimento será maior e o aprendizado nunca será esquecido.”

Uma história cheia de perdão e recomeços. Que nos mostra que para todos os tipos verdadeiros de amor, sempre deve existir uma segunda chance. 


Essa música faz parte da playlist do livro e com certeza expressa bem a força que essa história nos traz:





2 comentários:

  1. Ai, Fer. Tenho muita vontade de ler os livros da Adriana, agora posso me aventurar por essas paginas, pois já foram lançados todos. Pelo que ouço é que mexem muito com nossa emoções, pela sua resenha mesmo cheguei a essa conclusão, então para ler tenho a necessidade de possuir toda a coleção e aguenta coração!
    Beijos
    Lú Santana

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  2. Parece ser um livro cheio de amor, emoções, sentimentos. Aquele livro que te tira algumas lágrimas, alguns sorrisos bobos. Acho que tô precisando de um livro nesse estilo, o ruim é ter que ler os outros três antes de ler esse.
    Adorei a resenha, como sempre bem detalhada.
    Beijos!

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