{Resenha} Fascínio Egípcio II de Luciana Vieira Z

"Após os nefastos acontecimentos que abalaram o Egito, o país se encontra em meio a uma guerra. O Faraó, muito debilitado, não tem condições de liderar o exército.As ameaças de Rui fazem a princesa reagir. Ela se vê obrigada a levar seu filho pequeno à guerra. Suas preocupações ficam divididas entre a segurança de Horus e o que ouviu do deus Amon sobre Zeq. Procurando o sentido das palavras de Amon, ela se torna sua devota, assim a outrora descrente princesa agora coloca todas as suas esperanças no deus obscuro, crendo que de alguma forma ele venha a cumprir suas promessa e lhe devolva seu marido.No decorrer da história, Naia é manipulada, Armais tem que aprender a lidar com o poder, o segredo do Faraó vem à tona e a princesa tem o esperado encontro com o sedutor deus Amon."

Modo Editora * 2015 * 380 Páginas * Classificação 5/5





Poderá conter spoiler do primeiro livro.

Mais uma vez fui surpreendida.
Se eu esperava que Luciane dessa vez conduzisse sua história de forma mais leve, eu estava errada.
Mas uma vez fiquei admirada por todos os acontecimentos nessa história e a forma com que a autora conduziu.

Após os fatos ocorridos no final do primeiro livro todos temem o que pode acontecer ao Egito. O faraó não é o mesmo e não pode representar seu povo na guerra, sendo assim é Horus, filho de Naia e Zeq quem precisa ir á guerra, mas ele é ainda apenas uma criança.

Dessa vez é Armais quem conduzirá os homens, sua amizade com Naia está meio abalada, a princesa sempre se põe no caminho do perigo e Armais está cansado dessa situação. Ele quer manter Naia afastada, mas isso é algo impossível. Ela como sempre mostra toda a sua fibra e parte com seu filho para a guerra.
Mas o destino, as tragédias e os segredos muito bem guardados vêm á tona. Trazendo acontecimentos inesperados e trágicos, cheios de sangue, amor e honra.
Naia precisa se casar novamente. Essa não é uma opção e sim uma necessidade.

Enquanto a guerra acontece e esses personagens lutam por seu povo e por suas vidas, Rui em seu desejo de vingança e poder, trama sua vitória e para isso usa as armas mais sujas de que dispõe.
Em sua manga ele guarda uma peça muito importante, uma peça que ele quer destruir aos poucos.

E quando a morte chega para abater novamente o povo Egito, trazendo mais dores a Naia e a seus familiares, um novo herdeiro é proclamado.

E em meio a tudo isso, alguém do passado volta e o que deveria ser motivo de comemoração pode trazer ainda mais dores, inveja, problemas e desentendimentos.

E os inimigos que foram abatidos não conseguiram deixar sua vida para trás e rondam os que ficaram, trazendo ainda mais angústia, sofrimento e problemas intermináveis para essa família.

Quanto o poder consegue mudar uma pessoa? E a dor? O quanto somos suscetíveis ao mal?

Fica difícil dar mais detalhes para vocês do que encontramos na história. Mas saibam que agora não é mais (não somente e principalmente) sobre o amor e os problemas entre Zaq e Naia. Os personagens do primeiro livro, que tinham sim uma ótima participação, mas não deixavam de ser personagens secundários ganham uma extrema importância no segundo livro. A história agora vai além. Ganhamos muito mais conhecimento e espaço dentro dessa família.

Segredos do Faraó. Temos seu coração aberto e sabemos sobre seu grande amor. E essa foi uma das “histórias” que mais me emocionaram. Lindo demais.
Armais também tem um papel fundamental na história. E ele passa a ser aquele personagem que nos transmite vários sentimentos. Em alguns momentos eu o compreendia, em outros eu queria mata-lo com minhas próprias mãos.
Iris é uma personagem que vem também para trazer novos rumos e ela com certeza, deixa a história ainda mais fascinante. Iris foi uma das personagens que mais mexeu comigo. Ela deixou de ser criança muito cedo, precisando amadurecer e enfrentar dores e problemas que sua mãe Naia não parecia mais capaz, mas ela consegue nos mostrar seu lado humano quando no momento em que deveria mostrar maturidade ela volta a ser uma criança e comete atos impensados que podem por em risco sua vida e daqueles que ama.


Não indico esse livro para quem espera um romance doce, cheio de momentos lindos e leves.
Esse romance é para quem gosta de emoções fortes, que sabe lidar com os dramas que a vida nos impõe e que também sabe que não é só tudo o que podemos ver que devemos acreditar.
Uma história onde a cultura e a tradição regem a vida de um povo.
Então não se surpreendam com os fatos narrados nessa história. Com certeza esses personagens podem ter sido inspirados em uma história real na cultura egípcia e é isso que mais nos cativa que mais nos prende a essa história, é pensar que os fatos poderiam se desenrolar dessa forma, é acreditar que as coisas realmente aconteciam e muito ainda acontece assim no Egito.
É saber que as coisas vão além do que conhecemos, do que acreditamos.

Uma história que fala de laços familiares, cultura e crença de um povo, amor, amizade, pureza, maldade, sacrifícios, superação, religião. Uma mescla de sentimentos que nos envolvem, nos emocionam e muito nos ensinam.

Luciana é perfeita na forma de conduzir a narrativa, a construção dos personagens e a forma com que ela amarra todas as pontas esclarecendo todos os segredos.

Se o que você deseja é uma leitura profunda e envolvente, essa com certeza é a pedida.

Fico aqui sentida por ler minha própria resenha e sentir que não transmiti tudo o que gostaria. A história de forma alguma é confusa, mas são tantos acontecimentos que um mero detalhe pode ser um spoiler. O que posso dizer sem sombra de dúvida é o quanto essa história realmente é incrível e única. Nada clichê e diferentes dos romances leves aos quais estamos acostumados e isso é mais um ponto a favor.
Eu amo os romances leves, mas é ótimo sair de nossa zona de conforto e ler uma obra tão bem escrita e com tantos ingredientes fascinantes.
Então leiam, leiam, leiam!


“Não existe injustiça, sempre precisamos das experiências que a vida nos traz.”



6 comentários:

  1. Esse livro é literalmente uma aula de historia, que maneira mais gostosa para aprender um pouco mais de um povo que deixou grandes contribuições para as futuras civilizações, é sempre bom conhecer culturas diferentes da nossa, costumes de uma outra época, enfim aprender é crescer, é viver.
    Parabéns a autora pelo belo trabalho!!
    Beijos
    Lú Santana

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  2. Não conhecia o livro nem a autora, mas fiquei interessada.
    “Não existe injustiça, sempre precisamos das experiências que a vida nos traz.” Gostei! Coube num momento da minha vida que estou passando...

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  3. Fernanda, morri! Depois de muita luta sinto-me recompensada com suas palavras. Obrigada pela forma sempre carinhosa que você tem de me apoiar. Fiquei super feliz com sua opinião.

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  4. Confesso que não gostei muito desse livro não, pq não sou muito chegada a histórias assim. Mas a capa é a coisa mais linda *-*

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  5. Adoro Historias assim e já entrou na minha lista e sei como é fala de um livro e indica sem ta spoleir sempre fico achando que não expressei os devidos sentimentos que ele realmente é mas sua resenha expressou muito bem ele e fiquei com vontade de ler, só confesso que não gostei da capa é porque não gosto de capa com rosto eu acho que é ter filme.
    Bjss

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  6. Oi!
    Não conhecia ainda essa serie, mas lendo essa resenha deu para ter uma ideia da historia e gostei bastante achei diferente ainda mais no Egito e vou procurar saber mais do primeiro livro !!

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