{Resenha} Na Ilha de Tracey Garvis Graves

Anna Emerson é uma professora de inglês de 30 anos desesperada por aventura. Cansada do inverno rigoroso de Chicago e de seu relacionamento que não evolui, ela agarra a oportunidade de passar o verão em uma ilha tropical dando aulas particulares para um adolescente. T.J. Callahan não quer ir a lugar algum. Aos 16 anos e com um câncer em remissão, tudo o que ele quer é uma vida normal de novo. Mas seus pais insistem em que ele passe o verão nas Maldivas colocando em dia as aulas que perdeu na escola. Anna e T.J. embarcam rumo à casa de veraneio dos Callahan e, enquanto sobrevoam as 1.200 ilhas das Maldivas, o impensável acontece. O avião cai nas águas infestadas de tubarão do arquipélago. Eles conseguem chegar a uma praia, mas logo descobrem que estão presos em uma ilha desabitada. De início, tudo o que importa é sobreviver. Mas, à medida que os dias se tornam semanas, e então meses, Anna começa a se perguntar se seu maior desafio não será ter de conviver com um garoto que aos poucos torna-se homem.

Intrínseca * 2013 * 281 páginas * Classificação 5/5


Um romance fascinante, envolvente e totalmente fora do comum.
Ok eu sei que eu já disse isso váriassss vezes: ‑ Eu adoro os clichês. Sim e gosto muito. Eles geralmente são doces, leves, a história flui e os momentos são sempre muito bons.

Mas sinceramente? Nada como um romance assim para tirar nosso coração do eixo.

Na ilha, é aquele tipo de história que vai fazer você amar e você sofrer pelos personagens, pelo simples fato de que sim, esse romance é um romance proibido, é um romance que pode acontecer na vida real, claro que em circunstâncias diferentes, afinal espero sinceramente que não tenham muitas pessoas por ai perdidas em ilhas. Mas é algo que pode acontecer com qualquer pessoa.
E se você se apaixonasse por alguém 14 anos mais velho que você, ou ao contrário? Alguém mais jovem 14 anos? E se essa pessoa fosse seu aluno e você se sentisse responsável por ele?
- Nunca, jamais, não seria capaz disso, provavelmente você me diria. Mas e se as circunstâncias como eu disse fossem outras? E se vocês só tivessem um ao outro, numa ilha deserta sem mais nada nem ninguém? Se sua vida dependesse totalmente da vida do outro?
Mesmo assim sua resposta seria a mesma? Eu duvido, você no mínimo iria parar e pensar um pouco mais antes de responder. Mas caso ainda exista alguma dúvida eu convido você a ler essa história.

Como eu também já disse varias vezes, eu gosto de historias que me fazem pensar, refletir e ver algumas questões sociais com outros olhos.
Eu fico pensando com que olhos eu veria uma mulher balzaquiana que se apaixonou por um garoto de 16 anos? No mínimo de início eu acharia errado. Sim, eu sou humana e não vou ficar aqui falando inverdades. Então conhecer esses personagens, conhecer sua história e pelo que passaram, com certeza fez com que eu aprendesse mais um pouco sobre a vida, sobre as pessoas e sobre mim mesma. E com certeza fez com que eu riscasse da minha lista mais um possível preconceito.


Anna precisava dar um tempo na sua vida. Seu namoro de oito anos não estava levando a nada e seu sonho de constituir uma família parece lhe escapar pelas mãos. Por esse motivo ela vê a oportunidade de dar aulas particulares longe de casa uma ótima chance para pensar em sua vida e decidir o que fazer com ela.

T.J. é um adolescente em seus 16 anos. Seu câncer esta em remissão e tudo o que ele quer é curtir a vida com os amigos, recuperar o tempo perdido. Mas seus pais acham que ele deve recuperar o tempo é com seus estudos para poder se formar com sua turma. Para isso, o obrigam a sair em uma viagem. Seus pais viajaram, ele ficou para trás para ir com a professora, assim poderiam ir se adaptando um ao outro. Mas infelizmente essa viagem termina de forma repentina e trágica. O avião cai, o piloto morre, Anna e T.J. se veem no meio do nada, em uma ilha que nem ao menos deve estar no mapa.
Nos primeiros dias a esperança de que serão resgatados toma conta deles, mas com o passar dos dias, com a fome, com a desidratação tomando conta de seus corpos, eles percebem que devem ter sido dados como mortos e desistem de que serão resgatados. Decidem então ir atrás de formas de sobrevivência.

Com isso eles se adaptam a nova realidade e começam a pensar em formas de sobreviver. Perigos, fome, sede, tempestades, doenças, eles não estavam preparados para todos esses obstáculos, porem o maior deles seria evitar a atração que ocorre entre eles.

- Não penso mais no futuro e não pensei mais desde que aquele avião não voltou. Tudo o que sei é que você me faz feliz, e eu quero estar com você. Você não pode apenar ficar comigo também?
- Mas eu não me encaixo no seu mundo.
- Nem eu. Então, vamos construir o nosso. Já fizemos isso antes.

Com o tempo eles percebem que um não poderia mais viver sem o outro, em todas as formas. Eles cuidam um do outro, dão forças, e evitar o inevitável é impossível.
Como resistir a esse amor que nasceu de forma tão pura? Como lidar com o errado? Como fazer o certo sem ao menos conhecer o futuro? Como não se entregar a um amor que foi impossível não nascer?

Mas quando uma tragédia abala o mundo, é essa tragédia com que faz que novamente suas vidas tomem rumos inesperados. O que eles não acreditavam acontece...

Mas e agora, sobrevivera esse amor a outros tipos de obstáculos? A outros tipos de perigos? Perigos esses que podem machucar muito mais que o desconhecido em uma ilha paradisíaca.
Pode o amor verdadeiro vencer todos os tipos de barreiras e imposições da sociedade e nossas mesmo?

Aprender a lutar com a dor, com o preconceito, com a insegurança e com as diferenças, é só o início das lições que Anna e T.J. terão que passar, até descobrirem se esse amor é forte o suficiente para vencer todas as ondas da vida.

Dizer que essa história mexeu comigo é pouco. Ela tocou profundamente. Eu fico imaginando cada momento vivido por eles. Cada medo, o terror da morte, a fome, a sede, sentir suas forças deixando seu corpo. Lidar com o imprevisível, o inesperado, o desconhecido...
Tudo o que eles passaram antes, e tudo o que viveram lá. Estar á beira da morte, enxergar o fim de perto com certeza é algo que muda um ser humano.
Eles mudaram. É fascinante acompanhar o crescimento e o amadurecimento desses personagens. Momentos assim e claro muitos outros, mudam a vida de uma pessoa.
Anna era uma mulher insegura, sem saber direito o que esperava dela mesmo. T.J. era simplesmente T.J. um adolescente de 16 anos mas que já sabia o que era temer um amanhã que poderia não existir.
O amadurecimento desses personagens é sentido e vivido com eles a cada página a cada momento.

Quando a história sofre uma reviravolta ficamos em um misto de confusão, assim como eles.

Torcer por esse amor? Ou deixar cada um seguir seu caminho?
Qual é o correto a se fazer?
Existe certo ou errado quando falamos de amor?
Leiam e sintam suas próprias reflexões.


Beijosss


7 comentários:

  1. Adoro histórias de romance em que acompanhamos o amadurecimento dos personagens, esse livro parece ter uma histórias dessas. A premissa é muito interessante, diferente de tudo que já li. Ansioso =) Abraços
    bookdan.blogspot.com

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  2. Oi Nanda, não conhecia o livro, mas lendo a sinopse e a sua resenha o livro parece ser bem interessante com certeza vou ler bjs.

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  3. Achei a sinopse muito cansativa, não me deixou interessada. Assim como você mesma disse, o livro é um clichê, eu geralmente até gosto dos clichês, mas esse me pareceu semelhante demais. Claro que pode ser só uma fachada e a história dentro disso seja bem diferente de tudo que eu já li e há por aí, mas de primeira impressão, foi isso que me passou. Uma história comum.

    Beijos! :)

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  4. Gostei da resenha, e parece ser um otimo livro que muitos gostaram, mas eu não tenho certeza se seria o meu gosto, então não pretendo dar uma chance, mesmo assim obrigado pela dica e pela otima resenha
    http://viajandopelapaginas.blogspot.com.br/

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  5. Oi!
    Já vi vários comentários positivos sobre esse livro o que me deixou muito interessada em para acompanhar essa historia e também muito muito curiosa sobre como sera esse final !!

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  6. Esse livro está na minha lista faz tempo.
    Desde que a sua resenhista, Vanessa, me deu um livreto com o primeiro capítulo.
    Me interessei, mas fiquei com receio de me decepcionar e eu ainda estou com essa dúvida.

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    1. Ligia Leia, certeza que não irá se decepcionar.
      :-)

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