{Resenha} Entre o Agora e o Nunca de J.A. Redmerski

Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino.
Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.
Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.



Suma de Letras * 2013 * 359 Páginas * Classificação 5/5
  




Sabe aquele tipo de história que não precisa ter muitos detalhes, um enredo cheio de drama, personagens envoltos por milhares e milhares de problemas que nunca se acabam e parecem o milagre da multiplicação?
Pois é. Para mim Entre o Agora e o Nunca é esse tipo de história.

Camryn está passando por alguns problemas, problemas que para ela não são nada se comparados a tragédias que outras pessoas vivem em sua vida. Mas a questão não é essa. A questão é que cada um de nós tem um limite antes que nosso paviu chegue ao fim e tudo estoure de uma vez.
Infeliz com sua vida, ela decide realizar um sonho antigo, um sonho que ela compartilhava com outra pessoa, mas que agora terá que trilha sozinha: ela pega algumas roupas, coloca tudo em sua mochila e sai sem destino.
Agora ela irá enfrentar uma viagem longa de ônibus até chegar sabe-se lá onde e tentar decidir o que fazer com o seu futuro. 


“Meu silêncio revela imediatamente que ela foi longe demais. Detesto quando Natalie faz isso. Por que todo mundo precisa estar com alguém? É uma ilusão idiota e um jeito de pensar bem patético.”
  

Andrew não está passando por tantos problemas assim. Mas enfrentar a dor que está para se instalar em sua vida não é muito fácil, principalmente quando a sua vida toda, você aprendeu que não se deve chorar. Não totalmente pronto para ver provavelmente pela ultima vez aquele que ele tanto admira ele decide adiar o momento ao máximo e ao invés de embarcar em um avião, decide fazer sua viagem de ônibus.

É nessas circunstancias, coincidências, destino, ou seja lá o nome que você quiser dar. que Cam e Andrew irão se encontrar.

Ai nos perguntamos qual a probabilidade de algo assim acontecer?
Eu não sei, realmente não saberia dizer. Mas se querem saber? Eu acredito nesse tipo de “coincidências”. Acredito sim que a vida tem mais mistérios do que podemos desvendar ou explicar.

De uma forma muito natural e tranquila, Cam e Andrew irão virar companheiros de viagem, e com certeza eles não esperavam que essa digressão, iria leva-los para um outro tipo de itinerário. 

E agora eles vão partir juntos para um outro tipo de aventura. Sem planos, sem caminhos traçados, sendo levados apenas pelo vento, e pelas vontades do momento.
Ambos irão se conhecer, se ajudar, e até mesmo encontrarem-se a si mesmos nessa nova viagem.
Claro, algo que seria uma loucura total para muitas pessoas.

E foi um dos pontos que mais amei nessa história. Foi realmente pensar o quanto de nossas vidas vivemos seguindo um caminho escolhido pelos medos, baseados nas opções que nos são apresentadas e muitas vezes fazendo as coisas por que esperam de nós exatamente aquilo?

Não sei explicar muito. A história realmente é simples, sem grandes “pontos altos” no enredo, mas acho que foi exatamente por isso que eu tanto gostei.
 
“Eu queria saber se o oceano tem um cheiro diferente do outro lado do mundo.”

Os personagens não tem aquele romance forçado, ou cheio de meandros, melindres e outras coisas que tanto encontramos em vários enredos.
Apaixonar-se não está nos planos, iniciar um romance menos ainda. Mas também não é algo que está sendo evitado. Eles vivem mesmo cada momento exatamente ali no presente, sem grandes planos ou pensando em como evitar as situações.
Claro que nós (e eles) sabemos que isso será inevitável, e acompanhar o desenvolver até chegar esse momento foi o que mais me cativou.
Aqui diferente de outras obras, primeiro vemos o amadurecimento dos personagens, as descobertas, as certezas, para só depois eles realmente se entregarem ao momento que tanto esperamos.

Sabemos que tem algo mais na história do que podemos ver, mas a autora trata isso de uma forma tão simples, que ao decorrer da história nos esquecemos de que tem ainda um algo a mais para acontecer e só nos recordamos quando a bomba estoura nas nossas mãos.

Ai claro, eu estava com o coração apertado e morrendo de medo. Esperava uma coisa e foi outra, e mais uma vez adorei. Já estava eu pensando que teríamos algum tipo de ex histérica com um filho nos braços, ou algo assim, mas pelo menos eu errei e gosto disso.

O final, infelizmente foi bem corrido. Mas eu entendi que a autora não queria fazer disso o ponto alto da história, tratando aquilo como algo maior do que deveria ser, e mais uma vez a aplaudo por levar a história por esse ângulo.
O final não poderia ser mais clichê, mas de forma alguma me incomodou (tudo bem, um pouco). Mas nesse enredo, nessa história, o que fica de presente para nós leitores, não é o final, mas é exatamente cada passo, cada caminho, cada trajetória que esses personagens viveram. Cada lugar que eles passaram em sua viagem e o que cada um aprendeu por lá.

Foi o motivo de cada sorriso. De cada lágrima que não foi derramada. De descobrir que nunca devemos menosprezar a nossa própria dor. Não existe dores maiores ou dores menores. Existem as dores que cada um de nós enfrentamos e vencemos.
E eu achei isso o máximo.
Ficou aqui uma lição de vida maravilhosa em uma história que poderia ser considerada até mesmo fraca para alguns leitores. Mas como sempre tudo depende dos olhos de quem lê. E os meus nesses momentos estavam observando e guardando no fundo da mente cada pequena e grande lição que pude aprender com Cam e Andrew.

“Coincidência é só o nome que os conformistas dão ao destino.”
  
A diagramação é simples, mas eu amei a capa. Imagino a Cam exatamente assim. Mas com certeza devo ter sido sugestionada já pela própria capa. O livro acompanha uma trilha sonora que para os fãs de rock clássico deve ser ótima, eu como já não conheço quase nada, não posso opinar rs. Mas com certeza está entre os livros que eu faria uma releitura. E quem quiser conferir a PLAY, fica ligadinho aqui amanhã pois fiz um post para ela.

Beijosss



1 comentários:

  1. Eu troquei esse livro no Skoob, mas ele tá aqui, eu perdi a vontade de ler...
    bjs

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