Entrevista - Autor J.A. Marcos



Oi pessoal

Como prometido esse mês vocês verão aqui no blog ainda mais um pouco de nossa literatura nacional. E para começar de uma forma linda, agora vocês conferem uma entrevista mega descontraída e especial, com o autor J.A. Marcos. O Marcos é autor de uma das obras que se tornaram meu xodó e mais me encantaram em todo minha vida literária.
Quem me conhece sabe que eu amo romances, mas eu gosto mais ainda quando eles vem com uma dose de realidade "cavalar" e mais lindo ainda é quando o autor escreve com a alma, com o coração e cria personagens que expressam pessoas reais e que precisam se superar todos os dias. Assim é sua personagem Emily, uma moça deficiente visual que precisa lidar com preconceitos construídos por ela mesma... Vocês precisam conhecer essa história.

E agora, conheçam um pouco mais sobre o Marcos:





Fale um pouco sobre você. Como foi o seu primeiro contato com a literatura? 
Fale um pouco sobre o Marcos leitor.


Eu sempre gostei muito de ler e escrever, mas o primeiro contato que tenho lembrança com um livro que me fez repensar minha vida de leitor e fazer com que eu desejasse ler cada vez mais foi Harry Potter. Eu lia aquelas edições de escola, daqueles livrinhos que a gente pega na biblioteca, mas foi Harry Potter que me fez viciar na leitura e querer ler tudo o que visse pela frente. Essa leitura mágica, jovem, que traz uma ligação entre você e o personagem. Grande influência da minha escrita vem desse modo infanto-juvenil, mesmo que meus livros não tenham a magia de Hogwarts, mas eu me espelho muito nesse público que me identifico tanto. 



Seu personagem Matt é muito gentil e romântico. Você acha que as mulheres sentem falta de mais romantismo por parte dos homens?


Eu acredito que sim. Toda mulher quer ser bem tratada, se sentir como o centro do universo, ser notada, percebida como especial. Hoje em dia estamos vivendo uma época onde é muito fácil as pessoas se conhecerem em um dia e já estarem ficando no outro, não acho que isso seja errado, cada um deve buscar a felicidade do seu jeito, mas também acho que a batalha pelo coração da menina faz a diferença. E mesmo depois de já ter conquistado, fazer com que essa batalha seja diária, assim como o Mat faz no livro. Não é porquê você já conquistou que tem que relaxar. O amor é um bichinho que deve ser alimentado constantemente, ele necessita de alimento, de cuidado, de carinho. Se você deixa ele de lado simplesmente por já tê-lo, corre o risco dele morrer. Por mais que algumas pessoas achem que o romantismo está em extinção, eu acho que ele só está um pouco disfarçado, porquê no fundo todo mundo quer ter um pouco de encanto na vida. 




Sua personagem Emily simboliza muito bem nós mulheres. Como você consegue entender tão bem os sentimentos femininos?


Eu costumo dizer que a única coisa que eu fiz com a Emily foi dar um nome para ela. A Emily nasceu sozinha e foi se moldando sozinha, algo meio que automático. Sempre vivi cercado por mulheres: mãe, irmãs, esposa, tia, amigas, não é difícil ser observador e captar um pouco do dia a dia delas. Suas buscas e anseios. Acho que todo bom escritor (e eu espero entrar nesse hall um dia) deve ser um bom observador. Estou começando como um bom observador para ser um bom escritor. Mas a Emily tem uma essência toda especial, é única. Ela se formou e nasceu sozinha. O mérito é todo dela. 




Você coloca um pouco de histórias pessoais no meio da trama, ou tudo é realmente ficção?



Tem muita realidade ali. Por mais que a história não seja algo 100% baseado em fatos reais, mesmo a gente sabendo que as pessoas passam pelos mesmos dilemas, existe muita realidade. Muitas experiências minhas estão ali. Se não do jeito que aconteceram, mas do jeito que eu gostaria que acontecesse. Existem coisas que eu gostaria de fazer e nunca fiz que meus personagens fazem. Eles são mais corajosos que eu, confesso. Mas eu quero que quando as pessoas leiam sintam que tudo é real, que pode ser real, e elas sentem isso porque de fato tudo ali pode acontecer, ou já aconteceu. 



Você acredita em um amor como o de Emily e Matt?


Claro. Acho que existem muitos amores como o da Emily e o Matt por aí, que dia após dia vencem barreiras, superam problemas, se sacrificam. Não vai ser difícil encontrar casais com histórias de superação, que venceram obstáculos em nome do que sentem um pelo outro. Acho que posso dizer que tenho um amor como o da Emily e do Matt. Lógico que não passamos pelos mesmos problemas que eles, mas tivemos nosso grau de dificuldade, e ainda temos, por que conviver com alguém, construir uma família, é aprender a vencer obstáculos diariamente. 



A Emily é uma personagem que possui deficiência visual e você conseguiu descrever com riquezas de detalhes as sensações e os sentimentos de alguém que só vê com o coração. Como foi a criação da personagem? Você fez algum tipo de pesquisa para poder criar a Emily? Conte um pouco mais sobre ela. 


A primeira pesquisa, se é que posso dizer assim, foram as lembranças de uma professora de história que eu tive na quinta série que tinha deficiência visual. Por esse motivo a Emily é professora de história, uma forma de homenagear aquela minha professora que eu gostava tanto (Luzia). Mas além disso eu fiz muita pesquisa, tentei entender melhor sobre o dia a dia das pessoas com deficiência, conversei com alguns deficientes visuais pelas redes sociais. Acredite, eles usam redes sociais e estão lá em peso. Conversei com um pelo facebook uma vez porquê queria saber o motivo de muitos deles usarem óculos, por exemplo, mesmo sem enxergar. A pesquisa foi grande, mas foi bem legal. 



Já o Matt é um personagem que desperta um certo tipo de “preconceito” em Emily, você acredita que mesmo hoje esse determinado tipo de atitude ainda desperta preconceitos em nossa sociedade?


Sim, e muito. É comum vermos pessoas que possuem as mesmas características que o Mat sofrendo algum tipo de preconceito. Seja na hora de conseguir um trabalho ou na escola, por exemplo. As pessoas julgam muito pela aparência, isso é algo que é fato nos dias de hoje. O preconceito ainda é muito grande em todas as esferas e de todos os tipos. 



O que você gosta de ler? Indique um livro para nosso público.


Eu gosto muito de ler livros infanto-juvenil, primeiro porquê eu me identifico com a linguagem e por gostar desse estilo, tanto é que esse é um público que eu adoro escrever. Mas também leio outros gêneros, como o Hot, romances em geral, fantasia. Só não sou muito chegado em gênero policial, mas uns dramas e suspenses me agradam também. Sou bem eclético quando o assunto é leitura, mas o YA é minha veia mais forte. 



Fale um pouco sobre seus projetos futuros? Teremos novidades em breve?


Estou terminando meu segundo livro infanto-juvenil que se chama “Lagartas não sabem voar”. Além dele, sempre sonhei em escrever uma distopia, mas nunca tinha encontrado a história perfeita. Bem, acho que isso mudou. Outro dia sonhei com a temática inteira. Já tenho os títulos dos três livros que farão parte da série e estou rascunhando toda a trama para dar início. Vai ser algo bem complexo e elaborado, mas também para esse meu publico YA.  Tenho um livro erótico que devo finalizar até setembro (espero) e lançar no dia 6. Um projeto que muita gente me pede relacionado a um conto que lancei uma vez e o pessoal amou. Tenho um livro finalizado de uma série de 5 que está bem guardadinho, com temática de anjos, demônios, lobos, vampiros. Algo bem misturado. Algumas pessoas já leram e amaram (ao menos me disseram isso e eu acreditei). E outras coisas rascunhadas. Enfim, tem muita coisa a vir por ai. Acho que ao menos um ou dois livros por ano a gente vai ter pela frente. 



Quais são seus sonhos?


Pra ser bem sincero, eu queria que as pessoas lessem meus livros e que eu pudesse viver tendo um contato bem próximo com esse público. Não penso em ficar rico com livros, tenho meu trabalho e estou muito bem nele, mas não vou mentir que tenho um sonho de ser conhecido pelo meu trabalho como escritor, de sempre conseguir me superar em relação ao livro anterior e ter cada vez mais pessoas vindo até mim dizer o quanto gostou dos meus livros e cobrando pelo próximo. Sentir o carinho verdadeiro de quem leu e gostou e ter talento pra continuar escrevendo. Se der pra viver disso, ótimo. 



Deixe um recadinho para os leitores.


Primeiramente eu gostaria de agradecer por tudo. Por me acompanharem, por lerem meus projetos, por gostarem (ou não) e por indicarem. É muito importante pra gente ter um feedback de vocês, é pra vocês que a gente escreve e cria esses universos malucos e cheios de personagens apaixonantes. Se vocês não existissem nosso trabalho não teria sentido algum. Quando passo uma madrugada acordado, de frente pra o notebook, escrevendo ou revisando, estou pensando nos sorrisos que vocês vão dar quando virar uma página ou nas lágrimas que vão derramar em certo momento. Mas mais que isso, estou pensando no alívio que vão sentir quando chegar ao final do livro e ver que algo muito importante foi passado pra vocês, que a leitura valei a pena, que esse autor foi sensacional e que vocês querem o próximo livro pra já. Não é só escrever, é escrever pra vocês. Não sei se vocês já pensaram nisso alguma vez, no que um autor pensa quando está escrevendo. Não posso falar pelos outros autores, mas posso falar por mim, quando estou escrevendo eu penso em vocês, em entregar o melhor possível para vocês. Então só tenho a agradecer por darem a chance de fazer minhas madrugadas acordado valer a pena.





Gente, é seríssimo, eu amo essa obra com todo meu coração. O Marcos conseguiu nos arrancar lágrimas, sorrisos, esperança, e momentos únicos acompanhando a história emocionante que esses personagens vivem. Então se você quiser saber um pouco mais sobre ela acompanhe a Página no Facebook e fique por dentro das novidades.




Emily é uma jovem de 23 anos, professora de história, que mora com seus pais e seu irmão caçula, Jason. Tudo seria perfeito em sua vida se não houvesse um pequeno detalhe: ela é cega. Mesmo assim, tornou-se uma garota independente, que em meio as dificuldades conseguiu superar o fato de não enxergar e leva uma vida normal.
Porém, Emily ainda possui dificuldade em conseguir manter seus relacionamentos amorosos, devido aos preconceitos em relação a se envolver com homens que se diferenciem de seu estilo de vida. Mas o destino colocará Mathew no seu caminho, seu mais novo vizinho: jovem, bonito, com sede de viver.
Com 21 anos, Matt adora andar em sua moto, tem uma tatuagem que toma todo o seu braço, e acaba de se encantar pela beleza rara de Ems.
Ela é tudo que ele sempre quis, ele é o oposto de tudo que ela sempre imaginou querer.
Um romance divertido, com pitadas de humor e um pouco de drama. Uma grande lição de vida, mostrando em seu contexto as dificuldades de se viver em uma sociedade que não está preparada para abraçar as pessoas com deficiência.

“Estrelas cadentes não dizem adeus" traz uma história envolvente, narrada sobre o ponto de vista da própria protagonista, com um final surpreendente, capaz de fazer você se emocionar, torcer e chorar.

SKOOB

Espero que vocês tenham gostado da entrevista, tanto quanto amamos ter o Marcos aqui no nosso cantinho. E nos encontramos no próximo post.

Beijosss


4 comentários:

  1. Não conhecia o autor, bem simpático! Esses livros que abordam algum tipo de deficiência ganham o eu coração! Já li de tudo, menos deficiência visual, espero um dia ter a chance de ler, principalmente pot ter uma personagem feminina forte e bem moldada.
    Estou esperando ansiosamente essa sua distopia ❤❤❤

    ResponderExcluir
  2. O livro não é o meu tipo, mas essa capa... Estou apaixonada *-*
    O autor é super carismático e humilde, sua escrita deve ser ótima, talvez eu leia algo dele, mas só se for distópico 💕

    ResponderExcluir
  3. Adorei a entrevista! O autor parece escrever muito bem, com sentimento de verdade, criando personagens com uma sensibilidade incrível. Quase todo mundo começa a ler com Harry Potter, né? kkkkkkK Achei linda a parte que ele diz que não é escritor por dinheiro, e sim pelo carinho que os leitores tem. Fiquei bem curioso com Estrelas Cadentes não dizem Adeus e com as distopias que estão por vir. Abraços!

    ResponderExcluir
  4. Adorei participar desse bate papo. Muito obrigado pelo convite, e estou vendo que a galera em peso ama Distopia, né? Vou anotar isso. hahaha. Obrigado.

    ResponderExcluir