Entrevista - Autora Leila Rego


Oi pessoal.

Nossa convidada de hoje é uma autora muito querida e que admiro demais.
Leila Rego é autora de incríveis livros e ela tem o poder de nos emocionar e de nos fazer rir com suas histórias e seus personagens.

Cada história dela é única e nos faz viajar por caminhos diferentes
E agora vocês poderão conhecer um pouco mais sobre ela, então se deliciem com nossa entrevista.







Fale um pouco sobre a Leila
 
Eu sou paranaense, criada no Mato Grosso e atualmente vivo no estado de São Paulo. Sou casada, tenho dois filhos e sou apaixonada pelo universo literário. Tenho seis livros publicados e muitos projetos morando em minha mente. 
 

Muitas pessoas que gostam de escrever começam a se interessar por isso através da leitura. E com você, como surgiu esse interesse?

Acho que nasci escritora e só não sabia!  Todos os meus amigos ficavam impressionados com a riqueza de detalhes quando contava meus sonhos e me diziam que uma mente criativa assim deveria passar para o papel tais relatos.  Mas, força das circunstâncias, acabei no mundo corporativo.  Entretanto, o ambiente de pressão, estresse, competição e comportamentos questionáveis sempre me fez questionar se eu pertencia àquele “mundo”. Para aliviar essa carga de estresse, comecei a escrever histórias diversas, despretensiosas, apenas como um hobby.  A mente vagava e ia escrevendo...  Dessas histórias, nasceu a personagem Mariana Louveira, protagonista da comédia romântica, #Partiu Vida Nova - publicado pela Gutenberg em 2015. Gostei tanto da Mariana que criei um ambiente para ela, depois um enredo e outras personagens foram surgindo... Sentia tanto prazer ao escrever a história da Mariana, e tão responsável em fazê-la crescer e amadurecer enquanto ser humano, que me sentia quase como uma mãe...  E como toda boa mãe, não poderia abandoná-la no meio do livro!  Dessa forma, natural e despretensiosa, me tornei escritora.  


Como é o processo de pesquisa e criação das histórias? Em que você se inspira?
 
No mundo ideal (Ah, se eu pudesse e meu dinheiro desse! kkk), eu gostaria de ter ido a todos os locais que já escrevi. Por exemplo, no livro Amigas Imperfeitas, tem uma cena onde eles fazem um passeio de balão (Ainda não tive a chance. E para descrevê-la, entrevistei pessoas que haviam passado pela experiência, liguei em empresas que fazem esse tipo de passeio e coletei informações...). Mais adiante, no mesmo livro, eles vão para a Ilha do Mel, Paraná. Também nunca fui pra lá e recorri ao Google e blogs de viagens. O ideal mesmo é ir ao local e sentir o que o personagem vai sentir.
No #Partiu Vida Nova, a cena que acontece em Buenos Aires, por exemplo, foi mais realista porque essa sim, eu vivenciei. A riqueza de detalhes foi maior e me senti mais confortável em escrevê-la.
No mais, pesquiso muito no Google — tomando o cuidado em avaliar a qualidade dos sites/blogs, em livros—, conversando com pessoas. No Conto que escrevi para o livro As Fases da Lua (lançado pela Gutenberg), a personagem principal é médica oftalmologista. Na época em que estava trabalhando no conto, eu descobri que meus dois filhos precisavam usar óculos, então, durante as consultas deles, eu aproveitei e fiz meu laboratório. E por aí vai...
Tudo me inspira quando estou escrevendo. Costumo dizer que sou uma antena parabólica, captando todas as conversas, cenas de filmes, vida cotidiana, etc. 

 
Alguma personagem tem um pouco mais da sua personalidade? Qual?

Acho que cada uma tem um pouquinho de mim. O amadurecimento “forçado” da Mariana quando ela vem morar em São Paulo, por exemplo. Eu vivi isso. Em 2000, um ano depois de formada, eu cheguei em São Paulo em busca de um sonho (ser comissária de bordo) e que não deu certo. A necessidade de trabalhar e seguir adiante, somado ao universo paulistano, que, diga-se de passagem, eu não fazia a menor ideia de como era (morava no interior, como a Mari), me forçaram a amadurecer e perder aquela inocência que só quem é do interior de outro estado tem.   


Você acha que as pessoas estão lendo mais hoje em dia?

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, o brasileiro tem lido mais — 4,96 livros por ano. E eu vejo mesmo que sim. As pessoas estão lendo, e escrevendo, mais por causa da internet. Assim, o mundo virtual é uma maneira de interagir com os leitores, é uma forma de despertar o interesse por um livro através de uma boa resenha, por exemplo. Quando alguém fala de forma apaixonada e até mesmo eufórica de um livro, desperta no outro a vontade. E isso os blogueiros e Youtubers conseguem fazer muito bem.

 
Qual é a importância da capa para um livro? Conte um pouco sobre a história das capas de seus livros.

A embalagem é o primeiro contato do consumidor com o produto e a sensação que ela provoca poderá decidir uma compra. Quem nunca comprou algo só por causa da embalagem que atire o primeiro frasco de perfume.
E quando o assunto é livro, a capa e o título são o primeiro contato que o leitor terá com a obra. O que ele vê primeiro deve incitá-lo a abrir e, efetivamente, consumir o livro. Então, é importante que a capa e o título despertem no leitor o desejo de desvendar os mistérios por detrás da capa.
As capas dos meus livros foram desenvolvidas pelo capista da Gutenberg, o Diogo (que, a propósito, é um excelente profissional!). A capa do Amigas Imperfeitas trás a Noite do Batom, momento da semana em que as três amigas se encontram para colocar a conversa em dia. Uma espécie de clube da Luluzinha. Na capa do A segunda vez que te amei, são quatro perfis interligados, já que o livro conta a história de dois casais, André e Juli, Raquel e Alberto. E o #Partiu Vida Nova, a capa retrata a chegada de Mariana na capital. O detalhe no retrovisor do carro, é a vida interiorana ficando para trás. Sutil assim. Eu amo as capas dos meus livros.


Se você pudesse ser um personagem do seu livro, quem seria e por quê?

Acho que eu gostaria de ser a Raquel, do A Segunda Vez Que Te Amei. Gosto da serenidade e do equilíbrio emocional que ela tem. Ela é uma mulher forte, que lida com uma família meio complicada e um segredo recém-descoberto do marido. Mesmo com todos os problemas, ela não age por impulso, não se revolta, não surta. É razoável, pondera as consequências... Mais ou menos o que eu quero ser na próxima vida! rs
 

A internet, sem dúvidas, aproximou autores e leitores. Como é a resposta do seu público? Você costuma conversar com eles sobre a obra?

Sim, e essa é a melhor parte do meu trabalho. Gosto de responder todas as mensagens por respeito e carinho com quem leu minhas histórias. Nas feiras e Bienais também sempre fico à disposição para bater papo, tirar fotos, responder perguntas e autografar livros.
De vez em quando, lanço enquetes sobre nome dos meus futuros personagens, entre outras coisas.  É uma interação boa que eu adoro!
 

Como é o incentivo de sua família? Eles te apoiam? Ou até mesmo também lhe ajudam na criação das obras?

Eu sou muito grata ao meu marido e filhos por me darem o suporte que eu preciso, principalmente quando estou em dias cruciais de finalização de um livro. O Gui é o meu primeiro leitor e posso garantir, um dos mais exigentes. 


Conte-nos um pouco sobre seus próximos projetos literários?

Acabou de ser lançado, pela editora Gutenberg, o livro As Fases da Lua. Um livro de contos, escrito por cinco autoras (Clarissa Corrêa, Lili Prata, Bianca Briones, Jennifer Brown e eu), onde o meu conto é o Minha canção favorita é você. Quem ainda não teve a oportunidade de conhecer, sugiro que corram para as livrarias, pois o livro ficou lindo demais.
Além deste, será lançado na Bienal outro livro de contos, com a minha participação e de várias escritoras, mas que ainda não posso dar muitos detalhes. Além disso, fui convidada pela editora Gutenberg para o projeto Jane Austen por Elas — nome da série de releituras das obras, que está em fase de desenvolvimento.
E tem meu livro original, que terminei esta semana. Vou entrar naquela fase de revisão, leituras infinitas, para depois enviá-lo a editora. Ainda sem título e sem data de lançamento.


O que você acha que precisa para que o leitor brasileiro comece a perceber mais a nossa literatura?

Eu nunca entendi esse “preconceito” contra os escritores brasileiros. Além dos autores clássicos, a literatura nacional está repleta de obras geniais, dos mais variados estilos, faixas etárias, gêneros e temas. É uma questão de ampliar horizontes e dar uma chance aos autores nacionais. Costumo ouvir dos leitores: “não fazia ideia de que seu livro era bom. E o mais legal, a história se passa no Brasil!”. Isso acontece muito, principalmente no término de minhas palestras (tenho um projeto de incentivo à leitura junto com a escritora Fernanda França. Palestramos em escolas e eventos literários, divulgando e incentivando à leitura).
Já diz a velha máxima: Não se pode dizer que não se gosta de uma coisa sem ao menos conhecê-la.  Contudo, gosto é gosto. Livro é algo pessoal. Independente da nacionalidade do escritor. Mas como o brasileiro apaixonado naquilo que gosta, e quer ver sua cultura de uma forma mais positiva, eu realmente acredito que nós podemos mudar esse quadro e fazer com que nossa literatura contemporânea possa ser mais valorizada e divulgada. 



Deixe um recado para todos os fãs e leitores.

Gostaria de pedir a vocês que prestem mais atenção na literatura nacional. Não apenas nos meus livros, mas também por tantos outros autores que estão se esforçando para criar conteúdo de qualidade e que realmente entretenha. Além disso, estou sempre à disposição para trocar ideias e adoro quando vocês me escrevem. Quem quiser me seguir nas redes sociais, é só me procurar como Leila Rego no Instagram, Twitter, Snap e Facebook.
Beijos grande!

 
Agora que vocês já conhecem um pouco mais sobre a Leila, "bora" conhecer os livros dela, pois é certeza que irão se apaixonar.

 
As histórias da Leila como eu disse lá em cima, tem o poder de nos encantar, mas também de nos fazer sorrir, e isso é maravilhoso, pois ao mesmo tempo em que estamos aprendendo com seus personagens, temos momentos leves que fazem com que esqueçamos dos problemas. E isso é muito especial.

E para o pessoal que mora próximo a região de Campinas aproveitem, a Leila estará no evento da Semana do Livro Nacional. 

É isso pessoal, espero que tenham gostado de conhecer essa autora super fofa. E nos vemos em breve.



1 comentários:

  1. Demais! A Leila Rego é uma fofa e os livros dela são incríveis. Amei A segunda fez que te amei!
    Será maravilhoso tê-la no evento.
    Parabéns Fer e equipe Mato Por Livros por mais uma vez trazer a literatura nacional como destaque.
    Beijos,

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