{Resenha} Arma de Vingança de Danilo Barbosa

Arma de Vingança é um suspense que já figurou na lista dos e-books mais vendidos do país. O que você seria capaz de fazer por vingança? Suportaria uma vida cercada de mentiras, traições, dores, crime e morte? Ana sobreviveu e pagou o preço com marcas que o tempo nunca será capaz de apagar. Deixou para trás a inocência infantil para dar lugar a uma mulher fria e calculista, disposta a ser a perfeita arma de execução contra aqueles que tentaram destruí-la. Para atingir seus objetivos, não terá limites: irá mentir, enganar, seduzir e trair… Sem remorsos ou pena daquele que um dia julgou amar. Junto a Ana, caminhe na tênue linha entre a paixão e a obsessão e veja que até os príncipes encantados têm seu lado sombrio. Afinal, esta não é uma história de amor. "Arma de Vingança o levará ao extremo. Você ouvirá a voz do autor como um sussurro, guiando-o pelas trevas, através de situações monstruosas, a caminho de uma frieza que congelará seus ossos." – Vanessa Bosso, autora dos best-sellers A aposta e O homem perfeito

Universo dos Livros * 2015 * 240 Páginas * Classificação 5/5




“Riqueza compra, conserta, corrompe. Cria e destrói tudo o que você deseja.”
  


Engana-se quem acha que irá encontrar um romance cheio de mimimi.
Engana-se então quem acha que irá encontrar um romance muito caliente, ou com muito drama, ou então cheio de flores e corações flutuando pelos personagens.
Engana-se quem acha que pode prever o caminhar da história, ou principalmente seu final.

Arma de Vingança não é uma história para fazer você suspirar, se apaixonar pelos personagens, sonhar com o amor verdadeiro e finais felizes.
Arma de Vingança é uma história para fazer você acordar para a realidade, lembrar-se que sim, muito do que acontece na ficção também acontece na vida real (principalmente a parte da justiça em nosso lindo país) se colocar no lugar do outro e pensar como você lidaria com determinadas situações se estivesse no lugar desse outro?
Muitas vezes é fácil julgar. É fácil sentar-se comodamente em seu sofá, assistir ao jornal e todas as suas tragédias rotineiras e julgar esse ou aquele ato.
Vamos exemplificar com algo diferente do livro. Não sei vocês, mas eu amo animais, já me imaginei várias e várias vezes pegando esses “seres” detestáveis que tem a “coragem” de maltratar um animal, e fazer a mesma coisa com ele sabe? Até pior. Querendo que ele sinta a mesma dor que o pobre animal sentiu, ou que tivesse o mesmo destino que o pobrezinho. Ok, podem me julgar, mas não estou aqui para fazer tipo. Então, conseguiram entender do que estou falando?


“Ter amigos é cultivar preciosidades.”
  

Agora imaginem ai alguma cena na mente de vocês, algo que os machucaria muito, seja com si próprio, ou com alguém que vocês amem muito, imaginaram? Agora me digam, no momento da mágoa, da dor, do desespero, ou mesmo que depois, mas consumido por essa dor que nunca lhe abandonou, não seria você capaz de cometer um ato insano? Um ato de vingança?

Ana é uma mulher que já havia sofrido e estava no caminho de superar um grande trauma. Mas como desgraça nunca anda sozinha, quando ela achou que estava encontrando o caminho da felicidade, mais uma vez a vida lhe daria uma rasteira e ela iria provar das dores mais profundas que o ser humano pode ser capaz de suportar.
Mas ela sobreviveu e agora tudo o que ela quer é vingança.
Para isso ela não medira esforços nem escrúpulos. Ela não esta preocupada se irá se corromper ou destruir fatalmente aquele que mais a machucou. Aquele que quase acabou com sua vida. Então ela planeja, arquiteta friamente seus planos e ela não vai parar enquanto não se sentir vingada, enquanto não souber que o seu sofrimento está pago na mesma moeda.

Essa é realmente uma história incrível. Quando comecei, querendo ou não, ainda imaginava que poderia encontrar pelo menos um tom mais “leve” na história, mas me enganei e isso foi maravilhoso.  O que encontramos é realmente uma mulher ferida pelas tragédias e pelos maus momentos que viveu e agora tudo o que ela quer é se vingar.
Conseguimos nos colocar no lugar dela e sentir tudo como ela sente, inclusive nas partes da vingança, é impossível não sentir o mesmo prazer que ela, é impossível não nos sentirmos vingados também.
Mas ao mesmo tempo é possível “sentir” com o vilão da história. Não compreendê-lo, mas sim tentar entender que psicologicamente falando ele tem motivos para ser como é, e buscar aceitar que infelizmente muitas pessoas que chegam a esse nível de maldade dele foram deturpadas em algum momento de suas vidas...

Como eu disse trata-se de uma história de se colocar no lugar do outro, e não falo somente da mocinha/heroína, falo também do vilão. Trata-se de imaginar o que cada um de nós faria se estivesse no lugar do outro. Trata-se de entender que a mente e o coração humanos são “pecinhas” únicas e que cada um de nós lida de uma forma diferente com cada momento que vive, ou que sofre.
Não devemos aceitar as coisas, mas não julgar já é um bom começo.
Até onde vão os nossos limites?
O que cada um de nós seria capaz de fazer por alguém que amamos, ou por nós mesmos?
Quanto de dor é possível aguentar sem que sejamos corrompidos ou transformados em algo bem próximo daquilo que nos transformou?
Perguntas que ficaram rondando minha mente por muito tempo, durante e ainda após a leitura.

Eu fiquei vidrada na história do começo ao fim, não conseguia soltar o livro.


“Você já perguntou a um escorpião por que ele fere? Por que o verdadeiro predador brinca com seu alimento e o tortura antes de abatê-lo?”
  

A única coisa que me incomodou um pouco foram os nomes de alguns personagens, Rafael, Rodrigo e Ricardo, gente comecei a chamar de trio dos R’s, fora que acabava às vezes me confundindo um pouco, e ainda um deles tinha o apelido de Rambo, fora de sério, acho que o Danilo tem um “Q” por nomes com R, só pode, rs, mas fora isso mais nada chamou minha atenção de forma negativa, nem mesmo isso na verdade, isso não é algo, claro, que estraga a história, é só algo que realmente incomodou um pouco, pelo menos a mim.

O final foi totalmente fora do que eu esperava, não posso dizer o que era para não ser de certa forma um spoiler, mas posso dizer que realmente somos surpreendidos pelos caminhos que a mocinha seguiu depois de tudo o que aconteceu.
Nem sei dizer como realmente me senti, acho que meio que esperava pela redenção de alguns personagens, mas como eu disse nada é como imaginamos e a mente humana é uma caixinha de surpresas...

Só posso indicar essa leitura para todos que amam um bom thriller psicológico, totalmente surpreendente e que não esperam realmente por “frufrus”, “mimimi’s”, personagens apaixonados, pássaros cantando e o amor do príncipe encantado logo após o final do arco-íris.

Beijosss
 

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