{Resenha} Infinito + Um de Amy Harmon

Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios?

Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer.
Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida.
Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida.
Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.




Verus * 2015 * 333 Páginas * Classificação 5/5
   



Como resenhar esse tipo de história? É como se você precisasse contar a alguém o exato momento em que você se “perdeu” e o exato momento em que conseguiu se reencontrar.
Como contar e fazer a pessoa entender a profundidade de tudo isso? A profundidade do que você é? Do que você sente? E de tudo o que você deseja?


“Quando a pessoa não tem esperança, procura formas de sentir alguma coisa diferente...qualquer coisa.”
  

Bonnie e Clyde perderam suas metades, mas isso é mais profundo do que qualquer coisa que você pode imaginar.
Perder essas metades, os levaram por caminhos diferentes. Bonnie em um momento de grande desespero não sente mais vontade de viver, Clyde, ao contrário, quer esquecer seu passado, já que apagar é impossível e seguir em frente, da melhor forma possível, pelo mesmo da melhor forma possível para ele, já que seu passado sempre irá influenciar o que ele é e seu futuro. Algumas marcas são eternas em nossa vida.

E quando seus caminhos se cruzam, em um momento totalmente inesperado, mas com certeza primordial principalmente para um deles, fica martelando a pergunta em nossa mente: será realmente o destino quem traça todos os nossos caminhos?
Quais chances duas pessoas como eles teriam de se encontrar? Quais às chances de duas almas feridas pelo mesmo tipo de dor se unirem em uma viagem, cada um em busca de algo desconhecido, mas ao mesmo tempo tão esperado?

Clyde ajuda Bonnie, sem prever que agora ela irá se tornar uma pedra em seu sapato. A garota é inconsequente, mas ao mesmo tempo exerce um instinto protetor em Clyde, um fascínio que ele não sabe identificar. Ela deveria ter medo dele e não querer estar ao seu lado a todo custo, como se ele fosse sua salvação.

E a viagem deles se torna uma enorme confusão, digna de Bonnie e Clyde (para quem se lembra dessa história, afinal ela tornou-se mundialmente conhecida), mas as coisas podem sair do controle e Clyde pode ter seu tão indesejado passado voltando com tudo e Bonnie pode perceber que desejar flutuar realmente seria uma boa escolha.

Em sua “fuga” eles irão enfrentar muitas adversidades pelo caminho, encontrar muitas pessoas, ajudar outras tantas, mas o melhor de tudo é que irão se unir de uma forma mágica, afinal com certeza existe mais que o destino conspirando para eles dois. Eles irão amadurecer, sofrer, sorrir, se curar...
Muitos momentos de confusão, de descobertas, de recuperação, de descobrimento sobre si mesmos, sobre a vida, sobre a dor, sobre o recomeçar, sobre o desejar viver acima de toda a dor que podemos viver.

A maior parte do tempo, eles estão alheios a tudo em sua volta, mas a realidade muitas vezes o chama, e essa realidade os faz temer tudo o que terão que enfrentar, os fazem pensar se esses momentos ainda existirão quando voltarem para o mundo real, pelo menos o mundo real de Bonnie, mas faz principalmente Clyde temer se todo o seu passado não voltará com força total.


“ – Nos últimos anos venho procurando o que é real. Mas a realidade geralmente é feia. A beleza? É mais difícil de definir. É como um pôr do sol. É lindo, faz você sentir alguma coisa. E isso é real. Mas o sentimento dura tanto quanto o pôr do sol. É muito fugaz. Então é fácil acreditar que não é real.”
  

Fica difícil falar sobre os momentos deles na viagem, eles criam um laço que nada tem a ver somente com atração física. Essa ligação é pouco perceptível no caminho. Não é aquele tipo de amor avassalador, é uma coisa que chega calma, aos poucos tomando conta do coração de cada um, e isso é uma das coisas mais mágicas nas histórias da Amy. Nós ficamos praticamente o livro inteiro esperando por um beijo, esperando por um momento em que se descobrirão um do outro e isso torna, para mim, a história ainda melhor. É o tipo de história criada realmente para apreciar todos os momentos que eles vivem, tudo o que sofrem, tudo o que aprendem, tudo o que descobrem sobre eles e sobre a vida. Não é uma história para se esperar beijos de tirar o fôlego e momentos inesquecíveis embaixo dos lençóis. Se você espera, esse tipo de história, esqueça, pule para outra. Mas o maravilhoso dessa história é acompanhar realmente tudo o que eles viverão e como estão seguindo seus caminhos, mesmo em meio a tantas loucuras. E descobrir como o amor pode ser libertador.

O título do livro é um caso a parte. É lindo, é perfeito e tem vários significados. Um detalhe que ficou difícil acrescentar na resenha, foi o amor e o dom de Clyde pelos números, eu fiquei louca em alguns trechos, por que sinceramente não entendi nada kkkk, sim eu assumo, mas ao mesmo tempo torna tudo tão especial, principalmente para ele e Bonnie. E isso também tem relação com o titulo. Como eu disse, esse tem vários significados, e é especial descobri-los aos poucos com o desenrolar da história.

O final foi de enlouquecer, eu chorei demais quando Clyde teve que reviver todos os piores momentos de sua vida, odiei tanto a avó de Bonnie, ela com certeza entrou para a lista de “personagens odiosos”, e fiquei com muito medo de Clyde ser quebrado por inteiro dessa vez, mas mais uma vez ele foi salvo, salvo por si mesmo, salvo por seu pai, salvo pelos números e salvo por tudo o que existia em seu coração. Ter medo, faz parte de se viver, mas enfrentar os medos é o que nos garante que estamos vivos. É preciso enfrenta-los, ou não viveremos, apenas sobrevivemos.

E eu chorei muito praticamente nos últimos parágrafos da história, mas não um choro de saudade, não um choro de dor, mas um choro de esperança, por acreditar que existem aqueles que olham por nós, mesmo que não possamos mais ver. O importante é sentir.


“ – Que palavras você iria querer ouvir, Finn?
- Não sei Bonnie. Não importa quantas palavras a gente receba, sempre vai existir uma última, e uma só nunca é suficiente.”
  


Bonnie e Clyde passaram por muita coisa, a maioria das pessoas pode não acreditar em histórias de amor impossíveis, mas sim elas existem, basta abrir os olhos, quase todas as histórias de amor são impossíveis. As pessoas lutam todos os dias por sua felicidade, precisam enfrentar mágoas, obstáculos, muitas vezes doenças, dificuldades, perdas, mas o amor de qualquer forma está sempre lá, em todos os momentos em todas suas formas. Basta acreditar, basta fechar os olhos e sentir.

Bonnie e clyde são o infinito, nossa vida é o infinito.
 



Beijossss

1 comentários:

  1. Adorei a capa, sério, linda mesmo! Eu leria essa história ♥
    Mas Bonnie e Clyde? sugestivo....

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