[Resenha]: Kurt Cobain, A Construção do Mito

Sinopse: "Ninguém morre virgem, a vida f... com todos nós." (Kurt Cobain) — Quando Kurt Cobain e o Nirvana lançaram seu primeiro álbum. Bleach, em 1989, ninguém — nem mesmo Kurt — poderia prever que um ídolo estava prestes a nascer. Em menos de uma década, o jovem de Aberdeen, Estados Unidos, foi mais do que um recordista do mundo fonográfico. E nem mesmo o uso abusivo de drogas e sua rejeição à posição de ídolo impediram que Kurt se tornasse o rosto de uma geração. Doze anos após sua morte, ocorrida em 5 de abril de 1994, a revista Forbes listou as 13 celebridades que mais lucravam após a morte: Kurt Cobain ficou em primeiro lugar com ganhos estimados em 50 milhões de dólares. Mas o que fez Kurt se tornar um ícone da década de 1990 na música, no cinema, no comportamento e até mesmo na moda? Neste livro, o jornalista e especialista em música Charles R. Cross aborda a transição de Kurt Cobain de astro do rock a ícone mundial, que se mantém mesmo vinte anos após sua morte.
Essa resenha é uma declaração de amor. Afinal, pude conhecer anos atrás uma biografia autorizada sobre o Kurt (e o NIRVANA), também escrita por Charles R. Cross. Aliás, só quem é fã para entender o que senti ao ler essa obra. \o 

Este livro, diferente de "Mais Pesado que o Céu" (também de Charles), é uma visão de tudo o que Kurt e o NIRVANA representa até hoje no cenário musical, na moda e na vida das pessoas. Ele revela pouco dos bastidores e muito de sua influência. Eu, particularmente, amei tomar conhecimento de muitas coisas das quais eu sabia — vamos dizer assim — superficialmente. No entanto, esta resenha será diferente... Ao invés de revelar o impacto da leitura sobre mim, postarei trechos da mesma. E posso dizer, eu nunca marquei tanto um livro com postit como esse. S2 Portanto, confiram abaixo sinopse, BT (book trailer) 'não oficial' editado por mim e trechos de "Kurt Cobain - A Construção do Mito", uma publicação da editora Agir.



P.S: Vídeo editado por Simone Pesci

Por mais que o público pudesse vê-lo como um viciado em heroína, essa fase só aflorou mais tarde. Durante os primeiros 24 anos de sua vida, Kurt Cobain não foi um viciado — muitas vezes, era o mais sóbrio em seu círculo de amizades. (Pág.127) 

É terrível descrever essas palavras, mas Kurt é mais conhecido por ter se suicidado que por qualquer outra coisa. Até aqueles que não conhecem nada sobre o Nirvana, a música ou arte de Kurt sabem que ele deu cabo à própria vida em abril de 1994 com um tiro de espingarda. (Pág.136) 

Krist Novoselic me disse uma vez que, para compreender Kurt, era preciso entender que havia algo de errado com ele, algo anormal — o que era uma das chaves para a sua arte. "A música tinha essa coisa sombria, furiosa, bela e angustiada", disse Novoselic. "Havia beleza, mas tinha algo fora do lugar. Uma espécie de perturbação. Era aquilo que o diferenciava de todos os outros daquela época. Ele era um artista e eles, não." (Pág.159) 

Ele não pertencia a esses tempos modernos. A maior parte da sua coleção musical era formada por fitas cassete, algumas delas gravadas do rádio depois de muita espera até que a canção perfeita fosse tocada, prestando atenção para apertar o botão e gravar no momento certo. (Pág.161) 

David Bowie, à Spin: "Fiquei maravilhado quando descobri que Kurt Cobain gostava do meu trabalho e sempre quis perguntar a ele o motivo para ter gravado "The Man Who Sold the World". Tinha uma interpretação boa e direta e que de certa forma soava sincera. Teria sido ótimo poder trabalhar com ele, mas só conversar também seria bem legal." (Pág.165) 

Michael Stipe, à Newsweek: "Eu sei como seria o disco seguinte do Nirvana. Seria bem calmo e acústico, com muita orquestração. Seria um álbum muito foda e fico com um pouco de raiva por ele ter se matado. Eu e ele gravaríamos um teste para o álbum, uma fita cassete. Estava tudo combinado. Sua passagem de avião estava comprada. Um carro o apanharia no aeroporto. E no último minuto ele ligou e disse: "Não posso ir." (Pág.166) 

Este livro aborda apenas algumas maneiras como Kurt Cobain influenciou a música e a cultura - aquelas que eu vi como as mais importantes e fáceis de serem identificadas. As pessoas se identificam com Kurt por diversos motivos, e ainda o fazem, e muitos aspectos dessa atração não podem ser quantificados, como as vendas de discos do Nirvana, as horas que a sua música ocupou as ondas de rádio ou a quantidade de tênis com o seu nome estampado. Para muitos, esse impacto é algo pessoal e varia de um indivíduo para outro. (Pág.170) 


Livro: Kurt Cobain — A Construção Do Mito 
Autor: Charles R. Cross 
Gênero: Biografia 
Editora: Agir 
Ano: 2014 
Páginas: 175

Abraços literários,
Simone Pesci
http://simonepesci.blogspot.com.br/

0 comentários:

Deixe seu comentário