[Resenha]: Ponto Cego — de Felipe Colbert

Sinopse: Um ano após o acidente que interrompeu a gravidez de Nilla e sentindo-se culpado pela iminente separação, o repórter Daniel Sachs recebe um pedido de socorro escondido em um objeto e descobre que sua ex-mulher desapareceu em Veneza durante a cobertura de um show de ilusionismo. Seguro de que é o único que pode ajudá-la, ele parte em busca do resgate da fotógrafa e, consequentemente, a correção de todo passado. Porém, pistas misteriosas dão indícios de que o desaparecimento de Nilla possa estar ligado a um novo tipo de comércio ilegal na cidade — a produção de filmes snuff. Ao solicitar ajuda ao investigador Giuseppe Pacino, Daniel passa a ser perseguido e a ter sua vida ameaçada por um impiedoso criminoso. A situação piora quando eles ficam sabendo que Lorenzo Oro, um ilusionista cego de grande prestígio na Europa e dono de habilidades surpreendentes, foi a última pessoa a conversar com Nilla antes de seu desaparecimento. Incerto das próximas ações, Daniel enfrentará uma série de obstáculos e revelações imprevisíveis até chegar ao clímax arrebatador: a decisão de permitir ou não que seu corpo seja controlado por outra pessoa para salvar a mulher que ainda ama. 

Hoje apresento-lhes a resenha de um livro que, pela segunda vez, me fez perder o fôlego. Trata-se de um suspense policial instigante, um livro que adquiri em 2012. A propósito, até mesmo o leão da foto abaixo faz sentido na trama. Confiram a sinopse, book trailer e o meu parecer de "Ponto Cego", obra do autor Felipe Colbert, uma publicação da editora Novo Século.


"Porque em terra de cegos, quem tem um olho é rei..." 


Um enredo eletrizante! 

Daniel Sachs e Nilla são casados e estão a espera do primeiro filho. Ele é repórter em uma editora; ela é fotógrafa e também presta serviços para a mesma editora. E, devido a gravidez, Daniel tenta convencê-la para que se mudem para fora da cidade, ou seja, um lugar mais tranquilo. Eis que na viagem para conhecer a possível (e nova) casa, sofrem um acidente. 

Naquele ponto o pesadelo ficava em câmera lenta, como se o tempo se alagasse, e o fim daquela dor não pudesse mais ser avistado. Daniel reparou que Nilla respirava fundo, como nas aulas de ioga, tentando tomar a tranquilidade. Mas havia algo errado. Escutou seu nome surgir num sussurro, ao mesmo tempo em que os dedos dela tocaram o seu ombro. A cabeça tombou, como se desmaiasse. E ele percebeu a poça de sangue crescendo no chão do carro. (Livro: Ponto Cego, Páginas 15 e 16) 

A tragédia os separa. Tempos depois, a pedido do editor-chefe e amigo do casal, Marvin, Nilla segue destino à Veneza, para fazer fotos de um grande espetáculo de ilusionismo, do famoso ilusionista Lorenzo Oro, um homem cego e misterioso. Vede que Daniel recebe um envelope branco e internacional, com um pequeno volume, porém sem selo e remetente. Ao chegar no serviço, ele desobstrui o invólucro e encontra um esqueiro Zippo, onde há duas imagens que o faz concluir que tal artefato fora enviado por sua ex mulher. 

Mudou a seleção para filtrar somente imagens. Com a outra mão, abria e fechava o esqueiro repetidas vezes. O clique mostrava-se deliciosamente vicioso. Então a tela passou a mostrar pequenos thumbails, deixando a pesquisa um pouco mais simples. Após avançar algumas páginas, ele finalmente percebeu. O mesmo leão alado. Só podia ter vindo de um lugar. (Livro: Ponto Cego, Pág.26) 

O acessório é um suvenir comercializado em Veneza, e dentro dele, Daniel encontra um minúsculo cartão de memória, onde há uma gravação de Nilla. Ele segue para Veneza, pois não consegue contato com a ex mulher, e hospeda-se no mesmo quarto em que ela estava, deparando-se com suas duas malas prontamente arrumadas. Além de toda anormalidade, descobre que há outra garota desaparecida. Desta forma, contando com a ajuda de Paola (dona da hospedaria que hospedou-se), além do investigador Giuseppe Pacino, inicia-se uma investigação: eles descobrem que os desaparecimentos estão interligados com a comercialização de filmes Snuff, uma película encomendada como entretenimento, onde há de se ter uma morte em frente às câmeras. 

Mas o mascarado não se contentou com o que havia feito. Tateando entre o queixo e a base do pescoço, concluiu o ato com um corte frio, atravessando um bisturi de orelha a orelha. O fim. Finalmente Daniel descobriu do que se trava o vídeo... Um filme Snuff. (Livro: Ponto Cego, Pág.170) 

Agora cesso os meus comentários para não soltar mais spoilers

Lendo a sinopse, assistindo o book trailer, e ficando de frente com o que eu disse até agora, você — leitor — pode pensar que já sacou tudo da trama, porém se engana quem pensar assim. A história tem muito mais a mostrar (e revelar), algo que o autor soube conduzir de forma esplêndida. Quando eu li o livro pela primeira vez, fiquei de queixo caído com a estruturação de tudo: um enredo excelentemente construído, com uma trama instigante do início ao fim, além de personagens cativantes e que aparecem na dosagem certa. E poder se enveredar em um enredo nacional como esse é de encher os olhos e morrer de orgulho. Para os amantes de um fantástico suspense policial, essa trama é um prato cheio.

Apesar de a história ser apresentada como "Romance Policial", pouco se vê de romance. Na verdade, trata-se de um suspense investigativo. Com uma narrativa capciosa, Ponto Cego torna-se aquele enredo que lemos e, ao mesmo tempo, queremos ver nas telonas. Os personagens levam características singulares, e o final da trama me deixou tresloucada. Se eu gostei?! NÃO, EU NÃO GOSTEI... EU AMEI! E digo mais: "Eu leio até mesmo a lista de compras do Felipe". o/ hahaha 

O livro é narrado em terceira pessoa, com narrativa e diálogos de fácil compreensão; a diagramação está excelente, com fontes e espaçamentos em bom tamanho, adornada em papel Pólen Soft (o amarelinho mais claro); a capa, apesar de instigante e de condizer com a trama, não é do meu agrado. Por fim, para você que curte um MARAVILHOSO suspense investigativo, eis essa MAGNÍFICA pedida. o/ 


Livro: Ponto Cego 
Autor: Felipe Colbert 
Gênero: Romance Policial 
Editora: Novo Século 
Ano: 2012 
Páginas: 350

Abraços literários,
Simone Pesci
http://simonepesci.blogspot.com.br/

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