{Semana Trilogia Encantados} Dia 05 - Resenha de "O garoto que tinha asas"

Os monstros também amam?

Depois do conto de fadas protagonizado por Bárbara e Ian em O garoto dos Olhos Azuis, chegou a hora de conhecermos a história de outro casal encantado. Augusto Bittencourt, vulgo Monstro, é um renomado médico, dono de uma carreira sólida e do hábito de dispensar uma mulher atrás da outra sem piedade. Nunca se apaixonou e não acredita que um dia irá encontrar uma mulher interessante o suficiente para mudar esse fato. Mas o destino parecia pensar diferente, em uma madrugada fria ele presencia um acidente de carro e conhece a garota sem nome. Uma garota que há muito tempo não sabe o que é ter um lar, se sentir segura e não precisar fugir de ninguém até que, em meio aos destroços, ela vê alguém correr em sua direção, um garoto que ela poderia jurar ter asas. Embora Augusto esteja muito longe de se parecer com um anjo, ele acaba por salvar a sua vida. Pela primeira vez, o médico de pouco humor e muito caráter terá que enfrentar e ir contra todos os seus princípios para cumprir uma promessa que não deveria ter feito e de quebra, quem sabe, se apaixonar. Em O Garoto que Tinha Asas vamos descobrir se o príncipe encantado realmente vem montado em um cavalo branco ou se sua cor é o que menos importa em meio a uma singela releitura de A Bela e a Fera.

400 páginas * Pandorga * 2016 * Classificação: 5/5


Oi, galera!

Hoje eu (Ana) e a Fer nos reunimos pra fazer uma resenha dupla sobre um livro incrível.
Espero que se encantem como nós.
Preparados para conhecerem O garoto que tinha asas?
Então, vamos lá.




RESENHA POR ANA TOLEDO

 


Depois de me encantar por lindos olhos azuis, agora foi a vez de descobrir se os monstros podem ser considerado anjos... Mas isso é possível?

Augusto Bittencourt, apelidado carinhosamente (ou não tão carinhosamente assim) de Monstro pela irmã Babi é arrogante e um pouco teimoso (ok, bem teimoso!)

No livro “O garoto dos olhos azuis”, Augusto já dá o ar da graça como o irmão da protagonista. Ele foi aquele personagem que deu jus ao apelido de Monstro em alguns momentos, tudo isso devido ao seu jeito de ser e de pensar sobre determinadas coisas. E a ansiedade para ler “O garoto que tinha asas” era enorme! Ainda mais quando foi divulgado o título do livro.

“A culpa sumiu, foi substituída pelo que sou de verdade e o que eu sou em nada se assemelha a um garoto que tenha asas.”


E essa história acabou sendo uma surpresa deliciosa de ler... A narrativa da Raiza conseguiu me envolver de uma maneira que eu não queria largar o livro. Nem depois que cheguei a última página, não queria me despedir.

Nesse livro todas as convicções e certezas de Augusto são postos a prova devido a um acaso do destino. Numa certa noite, ele presencia um acidente de carro e decide parar para socorrer... Ele nunca iria imaginar que o fato de ter parado o carro e disponibilizado sua ajuda poderia mudar sua vida... E vai mudar! Definitivamente.
E a partir dessa noite, ele se vê dentro de uma promessa que tem que cumprir de qualquer maneira. Mas ele nunca imaginou que teria que ser responsável por uma vida e que isso iria transformá-lo de Monstro para algo mais humano.

E nesse mesmo acidente ele conhece a garota sem nome, que desde o primeiro momento o fez sentir diferente.
O que ele nem desconfia é que essa garota foge de um passado do qual ela não confia em ninguém para contar. Uma moça que não se sente segura em nenhum lugar que vá... Até que ela se depara com um garoto que tinha asas.

Uma releitura linda e nova de A Bela e a Fera (um dos meus contos de fadas favoritos) que monstra que o amor pode ser maior que o medo da vida e capaz de fazer um Monstro se tornar um belo príncipe e salvar aquela que mais precisa de proteção.

O livro é narrado tanto pelo Augusto quanto pela garota sem nome (você vai descobrir o nome dessa mulher misteriosa quando ler), dando mais realidade a história e nos mostrando o ponto de vista de cada um.
E essa capa então? Foi paixão a primeira vista.

A família do Augusto é um bônus enorme pra história. Eles são aquela família barulhenta que implica um com o outro, briga, xinga, se intromete na vida... Mas sempre está lá quando um precisa de alguma coisa. Eles se amam desse jeito.

Romance. Mistério. Risadas. Suspiros, um livro na dosagem certa.

Eu ainda não respondi a pergunta que fiz lá em cima né? Se é possível os monstros serem considerados anjos? Bem, a única maneira de descobrir será aceitar o convite de se aventurar em uma bela história narrada por uma autora nacional super talentosa.
Depois vou querer saber se a resposta de vocês será a mesma que a minha.

“O amor é isso. Você suporta alguém comendo o seu sorvete, roubando o seu carro, seu travesseiro, o poder do controle remoto. Você releva as roupas jogadas pela casa, o mau humor e as crises de choro. Você apoia, Augusto, você melhora, você doa.”


Ansiosa pelo próximo livro da série. Porque com certeza "O garoto que eu abandonei" vai ser perfeito igual aos outros. (Ah, esses garotos escantados! Suspiros).

Deixem esse garoto te envolver em suas asas por essa história.

Boa leitura.


RESENHA POR FERNANDA BRAGA

Será que todo homem possui um monstro dentro de si?
Será que até mesmo uma fera é capaz de amar?
Que tipo de amor é preciso para quebrar as barreiras e adentrar um coração frio?

Vamos descobrir todas as respostas se acompanharmos a história de O Garoto que Tinha Asas.

Augusto com certeza nunca foi o romântico da família Bittencourt, com certeza também nunca foi o mais altruísta e nem o preocupado com as pessoas, salvo aqueles que ama, e mesmo esses, por vezes, podem ser alvos de seu lado Monstro, como sua irmã bem sabe disso.
O apelido com certeza não é a toa. Augusto é um Monstro. Sabe aqueles homens machistas, narcisista, que raras vezes tem uma atitude gentil, uma palavra de apoio? Bem esse é ele. E só não é mais Monstro porque pelo menos ele é honesto e não faz tipo. Ele é o que é, ponto final, e se você não esta feliz com ele, TCHAU. Literalmente.

Acontece que na volta de uma de suas viagens Augusto se depara com um acontecimento no mínimo estranho.
Uma moça sai de um carro em um estacionamento, ela aparenta estar muito preocupada. Um carro estranho aparece, ela corre, se enfia em seu carro, sai a mil, e o outro carro atrás.
Inicia-se uma perseguição. Augusto, geralmente seguiria seu caminho e esqueceria aquilo. Mas naquele dia, alguma coisa o faz seguir os dois carros, para infelizmente, presenciar uma cena chocante.
O carro misterioso consegue tirar o carro da moça da pista, e uma terrível tragédia acontece.
Parece não haver esperanças, mas a moça ainda está viva. Augusto como o médico que é, faz de tudo para ajuda-la, mas com o pouco de forças que lhe resta, ela só lhe pede uma coisa: - Que ele salve a sua vida, que está no banco de trás.
Pronto, agora sim Augusto se enfiou numa roubada. A vida que a moça se referia é uma criança. Não seria um problema tão grave se Augusto gostasse de criança. Mas acontece que ele ODEIA. Odeia mesmo, crianças são umas pestes e só servem para fazer barulho.

O resgate chega, a moça é socorrida, mas com poucas esperanças de sobrevivência, e Augusto se vê com a criança sob sua responsabilidade.
É o inicio de um grande caminho para o fim!
Sua vida tão focada em si mesmo, está prestes a acabar. Ele fez uma promessa e agora fará de tudo para cumprir sua promessa.

Mas cuidar de uma criança não é fácil, quando ele mal se lembra que o coitado existe. E Augusto se apavora quando cogita a possibilidade da mãe da criança morrer. O que ele fará com aquele ser?
Claro que ele conta com a ajuda de sua família, mas como foi ele que assumiu a responsabilidade a maior parte do “trabalho” recai sobre ele.

Quando a moça acorda e Augusto acha que seus problemas estão para acabar e aí que seu verdadeiro martírio começa.

O que tanto existe nela que o incomoda? Por que ela desperta nele um instinto de proteção que ele não sabia nem que possuía? Por que a possibilidade dela ir embora o apavora, ao invés de enchê-lo de alivio?
Agora a vida tão sossegada de Augusto está cheia de perguntas sem respostas. Segredos muito bem guardados, teste de confiança, sentimentos confusos e um destino que pode estar bem longe do que ele imaginava.


“Esconderijos são lugares sujos, remendados. São apenas lugares passageiros que não ganham quadros na parede nem pintura nova. O outro lugar, aquele em que a gente se assenta, que tem nosso cheiro e fotos em porta-retratos espalhados se chama lar e eu não sei o que é isso.”

Chega né? Acho que já contei demais sobre essa incrível história.
Raíza mais uma vez foi surpreendente ao criar um enredo com tudo de bom que uma história pode nos agraciar.
Drama, mistério, segredos, ação, amizade, amor em família, zelo, carinho, muitas, mas realmente muitas surpresas e um romance tão lindo que nos arranca lágrimas dos olhos nos momentos mais improváveis.

Eu não conseguia largar o livro. Dormir e comer ficaram para último plano, pois vital era continuar acompanhando essa história e ver aonde ela iria chegar.
Eu aguardava ansiosamente que os segredos da garota sem nome fossem revelados. Quem ela era? De quem fugia? Por que fugia?

Lembram-se de tudo o que falei lá acima sobre o Augusto? Ai vocês me perguntam, mas como podes gostar de um personagem assim? E ai eu respondo:
- Ele é honesto. Ele é transparente. Augusto pelo menos, nunca foi aquele homem que esconde o que é. Que faz média com as pessoas, que diz o que não pensa só para agradar alguém. Ele é sim machista, e muitas vezes nossa vontade é de socar ele kkk, mas ao mesmo tempo fica impossível não admira-lo por ser tão transparente e autentico. Isso, se existe uma palavra que define o Augusto é isso, ele é autentico.

A Garota Sem Nome, nos enche de uma ternura e de um pavor que gela o sangue. Ao mesmo tempo que nos compadecemos dela e vamos nos encantando, temos um pavor enorme de qual é seu segredo e de todos os perigos que ele poderia trazer para a vida dos Bittencourt.
Uma personagem com características marcantes, que nos faz sentir na pele o pânico, o amor incondicional, o medo, a alegria de pequenos gestos; de pequenos momentos, a confiança, e o desabrochar para uma vida.

“A grande verdade é que se pode tirar a menina do inferno, mas não o inferno dentro da menina.”


Os outros personagens como sempre, são de fundamental importância para a história. Gente como não se encantar com essa família inteira?
Uma das melhores partes, com certeza, é ter essa família enorme de volta. Gente é risada do começo ao fim. Eles são unidos, sinceros, emotivos (isso fica mais por conta de Babi e Malibu rs), e o alicerce um do outro. É impossível não se emocionar com eles, mais impossível ainda é não rir. Se Babi e Malibu entrassem em cena então, com certeza as gargalhadas, eram garantidas.

Eu fico me perguntando qual é o segredo da Raissa para escrever uma história assim, tão bem amarrada, tão bem delineada, com que toca, nos emociona, mas ao mesmo tempo nos diverte, nos faz sentirmos leves. Muitas vezes em uma mesma página você se pega sorrindo, para logo estar chorando. É intenso, é louco, é arrebatador.

Uma montanha russa de emoção, em uma página você está apaixonada pelo monstro, na outra seu desejo é de mata-lo com requintes de crueldade, de preferência tirando dele seu bem mais precioso (meninas, prefiro não comentar que bem é esse, kkk).

Bem se você ainda não se convenceu de que precisa ler, não sei mais o que dizer, somente que está perdendo uma grande, GRANDE e linda história.
O final, como toda a história não poderia ser diferente. Foi intenso, emocionante, nos apavora, nos emociona, nos deixa com o coração na mão, lágrimas aos olhos e uma esperança de que tudo irá se resolver, mesmo quando as coisas parecem ter chegado a um limite que não tem volta.

Sofri, chorei, chorei demais. Mas me emocionei tanto com essa história. Que fica difícil expressar em palavras o real significado que ela nos traz. Só lendo para saber.
Eu me levanto, e aplaudo de pé a autora, por mais uma vez no levar por uma viagem rumo ao desconhecido, as emoções, aos mistérios, e a momentos considerados únicos.

“Meu medo é o ar que respiro, é a perna que eu jogo uma em frente à outra, é as braçadas que eu dou no vento ao me movimentar, é o sentimento que me rege, me domina e me cega.”


E agora só me resta esperar ansiosamente pela história de Gustavo (e por tudo o que ele aprontou dessa vez) só me resta preparar meu lindo coração, pois sei que mais uma vez, ele vai deixar meu corpo, dar uma voltinha e voltar completamente em pedaços.
O Garoto que eu Abandonei está para chegar em nossas vidas.

Espero que vocês tenham gostado dessa resenha de um livro que foi tão especial pra nós duas.
Desejo que seja uma linda leitura pra vocês também.


Beijos,


Equipe Mato por Livros

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